Tylenol lidera buscas no Google após alerta de Trump

Tylenol foi o termo que mais cresceu nas pesquisas do Google no Brasil na última semana, alcançando alta de 270% depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que o uso de paracetamol poderia aumentar o risco de autismo.

Dados do Google Daily Trends indicam mais de 50 mil buscas por “tylenol” e 10 mil por “paracetamol” entre 18 e 24 de setembro. O pico ocorreu na noite de segunda-feira, 23, pouco após o governo americano recomendar que gestantes evitassem o medicamento.

Tylenol lidera buscas no Google após alerta de Trump

O aumento nas consultas superou o interesse por analgésicos populares no país, como dipirona e ibuprofeno. Além disso, as buscas por “autismo” cresceram 50% no mesmo período, refletindo a preocupação do público com a possível relação entre o remédio e o transtorno.

Motivo da escalada nas pesquisas

A recomendação do governo dos EUA foi recebida com críticas de entidades médicas internacionais. Organização Mundial da Saúde (OMS) e Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia reforçaram que não há evidência científica conclusiva ligando paracetamol ao autismo.

Posição das autoridades brasileiras

No Brasil, Ministério da Saúde e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) declararam que o paracetamol continua seguro quando usado conforme orientação médica. O medicamento é indicado como analgésico e antipirético há décadas no país.

O que dizem as pesquisas científicas

O maior estudo já conduzido sobre o tema, publicado na revista JAMA, analisou 2,4 milhões de crianças nascidas na Suécia entre 1995 e 2019. Ao comparar irmãos expostos e não expostos ao paracetamol durante a gestação, os pesquisadores não encontraram diferença na incidência de autismo.

Dúvidas mais buscadas

Entre as perguntas mais comuns registradas pelo Google no Brasil estão “tylenol é paracetamol?”, “paracetamol serve para quê?”, “tylenol causa autismo?” e “paracetamol causa autismo?”. A resposta oficial é que Tylenol é um nome comercial do paracetamol e, até o momento, não há comprovação científica robusta de associação entre o medicamento e o desenvolvimento de autismo.

A OMS reforçou em nota que, embora estudos continuem, nenhuma correlação consistente foi encontrada em pesquisas extensas realizadas na última década. Especialistas recomendam que gestantes conversem com seus médicos antes de interromper qualquer tratamento.

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Em resumo, a afirmação de Donald Trump desencadeou um aumento expressivo nas buscas por Tylenol e paracetamol, mas autoridades de saúde internacionais e nacionais reiteram a segurança do medicamento. Continue acompanhando o Diário de Finanças para receber atualizações confiáveis e tomar decisões informadas.

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