Encontro Brasil EUA é considerado positivo, sem acordo -

Encontro Brasil EUA é considerado positivo, sem acordo

Encontro Brasil EUA foi classificado como “muito positivo” pelos dois governos após a reunião de quinta-feira (16) entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, na Casa Branca.

Em nota conjunta, Itamaraty, Departamento de Estado e Agência de Representação Comercial dos Estados Unidos informaram que o diálogo abordou temas bilaterais e questões de comércio, mesmo sem a assinatura de um novo acordo tarifário.

Encontro Brasil EUA é considerado positivo, sem acordo

O encontro começou às 15h (horário de Brasília) e durou cerca de uma hora e quinze minutos. Vieira relatou ter mantido primeiro uma conversa reservada com Rubio e, em seguida, uma sessão ampliada com assessores da Casa Branca e o representante comercial norte-americano, Jamieson Greer. Segundo o chanceler brasileiro, a atmosfera foi “construtiva” e focada em retomar o diálogo após meses de tensão diplomática.

Discussões comerciais e foco na agenda presidencial

As autoridades concordaram em estabelecer um “caminho de trabalho conjunto”, com novas rodadas de negociação já nas próximas semanas. Entre as prioridades está a revisão das tarifas de 50% impostas no início do ano por Washington a produtos brasileiros, medida que também veio acompanhada de sanções financeiras e consulares a autoridades, incluindo o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

Outro ponto do comunicado foi a intenção de agendar um encontro presencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Donald Trump “na primeira oportunidade possível”. A possibilidade mais citada é a Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), marcada para o fim de outubro, na Malásia, mas as equipes ainda verificam a compatibilidade das agendas.

Próximos passos das negociações

De acordo com Mauro Vieira, a sinalização política foi o principal resultado. “Houve plena concordância em avançar de forma prática, com foco nos temas comerciais”, afirmou o chanceler a jornalistas logo após deixar a Casa Branca. Ele acrescentou que as partes pretendem detalhar, nos próximos encontros técnicos, possíveis mecanismos para reduzir barreiras e restaurar a confiança no fluxo de bens entre os dois países.

Jamieson Greer, representante comercial dos EUA, disse que Washington “valoriza o relacionamento histórico com o Brasil” e vê espaço para ampliar a cooperação em setores como agronegócio e tecnologia. Nenhum dos lados, entretanto, falou em prazos para suspender ou reduzir as tarifas vigentes.

Enquanto aguardam as novas rodadas de diálogo, diplomatas dos dois países devem preparar relatórios setoriais para embasar decisões dos presidentes. O Itamaraty confirmou que já iniciou consultas com exportadores brasileiros afetados pelo aumento das tarifas, a fim de reunir dados sobre impactos econômicos.

O resultado da reunião desta quinta-feira reforça a expectativa de que Brasília e Washington consigam, ao menos, distensionar o ambiente político antes de um eventual encontro entre Lula e Trump.

Para quem acompanha o noticiário econômico, vale conferir outras análises sobre a relação comercial entre os dois países na seção de Economia do nosso portal.

Em resumo, o encontro Brasil EUA de 16 de maio não produziu um acordo tarifário imediato, mas estabeleceu um cronograma de negociações e abriu caminho para uma possível reunião presidencial. Acompanhe nossas atualizações e saiba como esses desdobramentos podem impactar o comércio brasileiro.

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