Márcio Chiumento assumirá a presidência da Previ, o maior fundo de pensão do país, após a renúncia de João Fukunaga confirmada nesta sexta-feira (17). A troca de comando foi antecipada pelo Valor e encerra a gestão de pouco mais de um ano de Fukunaga à frente da fundação.
Nascido em 1978, no Paraná, Chiumento chega ao topo da Previ amparado por 25 anos de carreira no Banco do Brasil (BB) e por um currículo acadêmico que combina Direito, Turismo, pós-graduação em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e mestrado em Administração pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Márcio Chiumento assume Previ após saída de Fukunaga
O executivo ingressou no BB em 2000 e percorreu áreas estratégicas como varejo, contact center, rede física e atendimento digital, pessoa jurídica, alta renda e private banking. Entre 2019 e 2022, ocupou por três anos e quatro meses o posto de gerente executivo na Diretoria de Atendimento e Canais, período mais longo em um mesmo cargo.
No banco, também exerceu a função de ouvidor-geral por aproximadamente um ano. Já em abril de 2023, passou a liderar a Unidade Estratégia Governo (UEG), posição que ocupava quando foi indicado, em julho do mesmo ano, para a Diretoria de Participações da Previ.
Além da trajetória no BB, Chiumento participa dos conselhos de administração de empresas ligadas à carteira da fundação. Atualmente, integra o board da Neoenergia e é vice-presidente do conselho da Tupy. Ele também presidiu o conselho deliberativo da BB Previdência, foi vice-presidente do conselho da Ativos S.A., conselheiro do Grupo Litel e membro do comitê de governança da Cielo.
Com patrimônio superior a R$ 250 bilhões, a Previ é responsável por gerir os recursos de aposentadoria de funcionários do Banco do Brasil. A saída de Fukunaga, que assumiu a fundação em 2024, não teve detalhes divulgados, mas a escolha de um nome com experiência nos quadros do próprio BB e na diretoria de participações aponta para continuidade da estratégia de governança e investimentos.
Chiumento será o quarto presidente da Previ em menos de quatro anos, refletindo um período de instabilidade no comando da fundação. Entre os desafios imediatos estão a manutenção do desempenho da carteira de renda variável, a gestão de participações relevantes em empresas listadas e a adaptação às novas regras de solvência que começam a valer em 2026.
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Nos bastidores, a expectativa é de que o executivo utilize sua experiência em canais de atendimento para ampliar a comunicação com os 200 mil participantes e assistidos. Ele também deverá continuar o processo de desinvestimento gradual em ativos considerados não estratégicos, reforçando a liquidez do plano de benefício definido.
A posse de Márcio Chiumento ainda não teve data oficial divulgada pela fundação. Enquanto isso, a diretoria executiva segue operando normalmente, aguardando a formalização do novo presidente pelo Conselho Deliberativo da Previ.
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Márcio Chiumento chega ao comando da Previ em um momento decisivo para o sistema de previdência complementar. Acompanhe nossas atualizações e fique informado sobre as mudanças que influenciam seu planejamento financeiro.



