Lula defende Venezuela e critica interferência de Trump ao sustentar que somente os venezuelanos devem decidir o futuro do país, sem “palpites” de outros chefes de Estado.
O posicionamento foi exposto na noite de quinta-feira, 16 de outubro de 2025, durante ato do PCdoB em Brasília, onde o presidente brasileiro também rechaçou a inclusão de Cuba na lista norte-americana de nações que patrocinam o terrorismo.
Lula defende Venezuela e critica interferência de Trump
Sem mencionar diretamente Donald Trump, Lula condenou a confirmação do líder norte-americano de que autorizou a CIA a executar operações secretas destinadas a derrubar Nicolás Maduro. O presidente brasileiro classificou a medida como violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas.
“Cada povo é dono do seu destino”, afirma presidente
“O Brasil nunca será a Venezuela, e a Venezuela nunca será o Brasil. O que defendemos é que o povo venezuelano é dono do seu destino, e não é nenhum presidente de outro país que tem que dar palpite de como vão ser a Venezuela ou Cuba”, declarou Lula no evento partidário.
O discurso ocorre após manifestações conjuntas de nações latino-americanas contra o envio, pelos Estados Unidos, de milhares de militares, navios de guerra e aviões ao Caribe desde agosto. Washington alega combate ao tráfico de drogas, mas relatos da imprensa norte-americana indicam pelo menos seis ataques a embarcações venezuelanas, resultando em mais de 30 mortes.
Pressão sobre Cuba volta à pauta
Além da situação venezuelana, Lula criticou a permanência de Cuba na lista de países que apoiam o terrorismo. Segundo ele, a ilha caribenha “não exporta terroristas”; pelo contrário, “é exemplo de povo e dignidade”. Desde a década de 1960, os EUA mantêm embargo econômico e financeiro que penaliza companhias e embarcações que comercializam com Havana. Com o início do governo Trump, as restrições foram intensificadas, incluindo ameaças a nações que contratam médicos cubanos, uma das principais fontes de receita do país.
Análise de especialistas aponta interesse geopolítico
Consultados pela Agência Brasil, analistas em política internacional avaliam que o verdadeiro interesse de Washington é geopolítico. A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do planeta e não integra qualquer cartel de narcóticos. Na visão dos especialistas, a ação aberta da Casa Branca estabelece precedente perigoso para novas intervenções unilaterais no continente, lembrando episódios da Guerra Fria marcados por apoio a ditaduras militares.
Imagem: Divulgação
Repercussão na região
Líderes de países sul-americanos reiteraram a importância do respeito à soberania venezuelana e cubana. O governo Maduro prometeu levar a escalada militar aos debates do Conselho de Segurança da ONU, enquanto Havana renovou pedidos para que o embargo econômico seja suspenso.
Com o discurso em Brasília, Lula reforça a postura histórica do Itamaraty de defesa do multilateralismo e do princípio de não intervenção em assuntos internos de outras nações.
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Em resumo, Lula reiterou a soberania venezuelana e cubana, condenou intervenções externas e defendeu o diálogo como caminho para a estabilidade regional. Continue acompanhando nossas atualizações para entender como esses desdobramentos podem impactar a geopolítica e a economia latino-americana.



