Venezuela reforça presença militar nas fronteiras com Colômbia -

Venezuela reforça presença militar nas fronteiras com Colômbia

Venezuela reforça presença militar nos estados fronteiriços com a Colômbia após a chegada de navios de guerra dos Estados Unidos ao Caribe, ampliando exercícios e patrulhas anunciados em 17 de outubro.

Desde agosto, Washington conduz uma operação “antidrogas” em águas internacionais próximas à costa venezuelana. A ação, que já provocou 27 mortes em pequenas embarcações classificadas pelos EUA como “narcoterroristas”, levou Caracas a classificar a mobilização americana como ameaça direta e a adotar contramedidas militares internas.

Venezuela reforça presença militar nas fronteiras com Colômbia

Em resposta, o presidente Nicolás Maduro determinou o deslocamento de milhares de militares para Táchira e Amazonas, estados que concentram as principais passagens terrestres para a Colômbia. As forças foram posicionadas ao redor da Ponte Internacional Simón Bolívar, que conecta Cúcuta e Villa del Rosario, na Colômbia, à cidade venezuelana de San Antonio.

No Amazonas, que também faz divisa ao sul com o Brasil, as tropas receberam ordens de proteger “empresas estratégicas” e “serviços básicos”. Paralelamente, unidades navais foram distribuídas em zonas costeiras dos estados de Nueva Esparta, Sucre e Delta Amacuro, próximos a Trinidad e Tobago.

O reforço de segurança ocorre poucas horas depois de o presidente norte-americano Donald Trump acusar Maduro de envolvimento com o narcotráfico e autorizar operações da CIA contra a Venezuela. Caracas sustenta que Washington tenta “fabricar um conflito” para justificar uma eventual intervenção e, segundo Maduro, assumir o controle das reservas de petróleo venezuelanas.

A vice-presidente Delcy Rodríguez negou ter negociado a saída de Maduro com os Estados Unidos, como noticiado pelo jornal Miami Herald. Em mensagem no Telegram, classificou a reportagem como “FAKE!!” e divulgou foto ao lado do presidente com a legenda “Juntos e unidos ao lado do presidente Maduro”.

Enquanto isso, o almirante Alvin Holsey, responsável por supervisionar a operação naval americana, comunicou que deixará o comando do SouthCom após um ano no cargo. O anúncio coincidiu com a revelação pela CBS, CNN e NBC de que o ataque mais recente, realizado em 17 de outubro, deixou sobreviventes a bordo de uma embarcação — a primeira vez que isso ocorre desde o início da ofensiva.

O embaixador venezuelano na ONU, Samuel Moncada, declarou que a ação de 14 de outubro foi “uma nova série de execuções extrajudiciais contra civis”, citando a morte de dois pescadores de Trinidad e Tobago e possíveis vítimas colombianas. Caracas solicitou ao Conselho de Segurança que investigue as operações, mas recebeu apoio aberto apenas de China e Rússia.

Analistas questionam a legalidade das ações dos EUA em mar internacional, alegando falta de prisão ou interrogatório dos suspeitos. Até o momento, o Pentágono não confirmou o número de sobreviventes nem seu estado de saúde.

Com o aumento da tensão regional, autoridades venezuelanas prometem manter as patrulhas em pontes, estradas e portos. O governo afirma que as medidas visam garantir “soberania e estabilidade” diante de qualquer escalada militar.

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O reforço militar venezuelano evidencia o clima de incerteza entre Caracas e Washington. Continue acompanhando nossas atualizações e compartilhe a notícia para manter mais leitores informados.

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