Ibovespa reage e sobe 0,52% após queda motivada por Flávio -

Ibovespa reage e sobe 0,52% após queda motivada por Flávio

Ibovespa reage e sobe 0,52% após queda motivada por Flávio Bolsonaro. Ibovespa encerrou a segunda-feira, 8 de dezembro de 2025, aos 158.187 pontos, recuperando parte da perda superior a 4% registrada na sexta-feira anterior, quando o anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) provocou forte aversão ao risco.

O índice oscilou entre 157.369 e 159.235 pontos ao longo do pregão, refletindo um ambiente de elevada volatilidade às vésperas das decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, previstas para esta semana.

Ibovespa reage e sobe 0,52% após queda motivada por Flávio Bolsonaro

Declarações do senador no fim de semana, indicando disposição em abrir mão da disputa em troca de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, amenizaram parte das preocupações políticas. Analistas apontam que o movimento foi percebido como tentativa de negociação para reposicionar o bolsonarismo no cenário eleitoral de 2026, reduzindo, por ora, o risco de fragmentação da centro-direita.

Blue chips sustentam recuperação parcial

A melhora de hoje foi sustentada por alta em papéis de peso. As ações ordinárias do Banco do Brasil (BBAS3) avançaram 2,08%, recuperando cerca de R$ 2,5 bilhões em valor de mercado, após perder R$ 9,2 bilhões na sexta-feira. As preferenciais da Petrobras (PETR4) subiram 0,92%. Em sentido oposto, as ordinárias da Vale (VALE3) recuaram 0,68%, enquanto as units do Santander Brasil (SANB11) caíram 0,96%.

Segundo João Mamede, analista-sênior da AZ Quest, a reação positiva foi resultado da forte reprecificação dos ativos na sexta-feira. “Como o mercado foi pego de surpresa, muitos investidores desmontaram posições. Com as sinalizações de recuo, vimos compras em papéis que haviam caído demais”, explica.

Volume supera média anual

O giro financeiro do Ibovespa atingiu R$ 19,5 bilhões, acima da média diária de R$ 16,2 bilhões registrada em 2025. Na B3, o volume totalizou R$ 26,9 bilhões, demonstrando participação elevada dos investidores em meio ao ajuste de posicionamentos.

Cautela política permanece

Gestores consultados avaliam que a candidatura de Flávio Bolsonaro pode perder força nas pesquisas, o que reduziria seu poder de barganha dentro do campo conservador. Há expectativa de que nomes como o do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), ganhem espaço nas próximas semanas.

Mamede acrescenta que a AZ Quest mantém posição comprada relevante em bolsa local, mas adotará postura seletiva até que haja maior clareza sobre o cenário eleitoral e o ritmo de cortes de juros no Brasil e nos EUA.

Oportunidades após a correção

A Eleven Financial identificou oportunidades em empresas que sofreram quedas acentuadas, citando Cyrela (CYRE3) e Axia (AXPB3) entre as barganhas do momento. “São companhias sólidas, não costumam ter volatilidade elevada e, mesmo assim, figuraram entre as maiores baixas”, observa Fernando Siqueira, chefe de pesquisa da casa.

Desempenho internacional contrasta

Enquanto o principal índice da bolsa brasileira subiu, as bolsas norte-americanas recuaram: Dow Jones (-0,45%), S&P 500 (-0,35%) e Nasdaq (-0,14%). A divergência reflete a cautela global diante das decisões de taxa de juros do Federal Reserve, previstas para a quarta-feira.

Apesar da leve recuperação, analistas reforçam que o Ibovespa ainda não compensou totalmente o tombo da sexta-feira, e o humor dos investidores seguirá dependente dos próximos sinais do cenário político interno e do quadro macroeconômico internacional.

Para acompanhar outros movimentos do mercado e análises de especialistas, visite a seção de Economia do Diário de Finanças.

O Ibovespa retomou parte das perdas, mas a volatilidade deve seguir alta com a combinação de agenda política intensa e decisões de juros no radar. Continue acompanhando nossas atualizações e fique por dentro das mudanças que podem impactar seus investimentos.

Scroll to Top