Dólar hoje cai a R$ 5,26 após movimento global de venda -

Dólar hoje cai a R$ 5,26 após movimento global de venda

Dólar hoje opera em queda firme e alcança R$ 5,26 na primeira metade do pregão desta segunda-feira (26), refletindo a desvalorização global da moeda americana e o fluxo para ativos de risco.

Às 12h45, o dólar comercial era cotado a R$ 5,2686, recuo de 0,34%, depois de tocar mínima de R$ 5,2656. Se o fechamento ocorrer abaixo de R$ 5,2727, o patamar será o menor em quase 20 meses.

Dólar hoje cai a R$ 5,26 após movimento global de venda

O avanço do real acompanha o desempenho da maioria das divisas emergentes. Entre as 33 moedas mais líquidas monitoradas pelo mercado, a maior parte se apreciava frente ao dólar. O índice DXY, que mede a força da moeda norte-americana contra uma cesta de seis pares, recuava 0,65%, a 96,97 pontos.

Cenário externo impulsiona moedas emergentes

A principal pressão baixista sobre o dólar vem do exterior. Desde sexta-feira, o iene japonês apresenta forte valorização em meio a especulações sobre possível intervenção do governo do Japão no mercado de câmbio. Esse movimento acelera a rotação de investidores para posições defensivas fora do dólar.

O euro, por sua vez, subia 0,31%, negociado a R$ 6,2641, reforçando a tendência de enfraquecimento da divisa norte-americana nesta sessão.

Expectativa por Fed e Copom define ritmo do mercado

Na agenda da semana, duas decisões de política monetária concentram a atenção dos investidores: a reunião do Federal Reserve, nos Estados Unidos, e do Comitê de Política Monetária (Copom), no Brasil. A estrategista-chefe do Ouribank, Cristiane Quartaroli, avalia que a expectativa de manutenção das taxas em ambos os países sustenta o diferencial de juros favorável ao real.

“O fato de termos, na mesma semana, Fed e Copom no radar explica muito do comportamento do câmbio hoje”, afirma Quartaroli. “Mesmo com dúvidas sobre o tom do comunicado do Fed, o Brasil deve seguir oferecendo prêmio atrativo para o capital estrangeiro.”

Ruídos geopolíticos perdem força, mas permanecem no radar

A analista destaca ainda a relativa melhora no ambiente internacional, com redução dos temores geopolíticos que marcaram a semana anterior. No entanto, alguns fatores seguem monitorados, como a retórica comercial do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que voltou a ameaçar o Canadá com tarifas de 100% caso seja fechado acordo entre Washington e Pequim.

Outra preocupação é a possibilidade de intervenção do governo japonês para conter a valorização do iene, movimento que pode reconfigurar fluxos cambiais. Além disso, investidores aguardam balanços de grandes empresas de tecnologia e especulam sobre o sucessor do presidente do Fed, Jerome Powell, depois de críticas recorrentes de Trump ao banco central.

Perspectivas de curto prazo

Analistas veem espaço para o dólar testar novos suportes caso o Fed mantenha o tom dovish e o Copom preserve a Selic inalterada. Por outro lado, qualquer sinal de alta antecipada de juros nos Estados Unidos ou aumento de tensões comerciais pode devolver volatilidade à taxa de câmbio brasileira.

Por enquanto, o fluxo de capital segue favorecendo moedas emergentes, sustentado pelo apetite por risco e pela busca de retorno maior em mercados como o brasileiro.

Com isso, o dólar opera na casa de R$ 5,26 e confirma tendência de baixa iniciada na semana passada, enquanto participantes do mercado ajustam posições à espera dos eventos de política monetária que podem definir o rumo do câmbio nos próximos dias.

Para continuar acompanhando os desdobramentos do câmbio e outras notícias econômicas, visite a seção de Economia do Diário de Finanças.

O recuo do dólar nesta segunda-feira sinaliza a influência do ambiente externo e das expectativas sobre as decisões de juros no Brasil e nos EUA. Siga o Diário de Finanças para mais atualizações e análises em tempo real.

Scroll to Top