Taxa de juros do Chile segue fixada em 4,50% ao ano após decisão unânime do Banco Central do Chile (BCCh) nesta terça-feira, 27 de janeiro. A autoridade monetária justificou a manutenção afirmando que a atividade econômica mostra sinais de aceleração enquanto a inflação converge para a meta oficial de 3%.
O Comitê de Política Monetária destacou que, apesar da estabilidade dos rendimentos nominais de curto e longo prazo, o diferencial em relação aos títulos norte-americanos diminuiu e o peso chileno se valorizou.
Taxa de juros do Chile permanece em 4,50% ao ano
Em comunicado, o BCCh informou que as condições financeiras globais sofreram leve deterioração nos Estados Unidos, cenário atribuído a uma menor preferência relativa por ativos daquele país. Por outro lado, o ambiente se mostra mais favorável em economias emergentes, especialmente na América Latina.
Atividade econômica e inflação
O Índice Mensal de Atividade Econômica (Imacec) registrou retração de 0,6% em novembro para o agregado total e de 0,5% para o segmento não minerador, ambos com ajuste sazonal. O banco central afirmou considerar esses recuos temporários, pois fatores pontuais teriam influenciado negativamente o resultado.
Quanto à inflação, a taxa geral alcançou 3,5% em dezembro, enquanto o núcleo (que exclui itens voláteis) ficou em 3,3% no acumulado de 12 meses. As expectativas para os próximos dois anos permanecem ancoradas em 3%, exatamente no centro do objetivo de política monetária.
Mercado financeiro e perspectiva
Segundo o BCCh, a melhora das condições nas economias emergentes se reflete na redução dos prêmios de risco e na apreciação de moedas locais, proporcionando espaço para que países latino-americanos sigam ajustando suas políticas monetárias de forma independente. Ainda assim, a autoridade chilena salientou que continuará monitorando atentamente a evolução dos preços e da atividade para calibrar futuros passos.
Imagem: Divulgação
Com a decisão desta terça-feira, o Chile mantém a taxa básica no mesmo nível observado desde a última reunião, reforçando o compromisso de assegurar a estabilidade de preços e apoiar a recuperação econômica.
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Em resumo, o Banco Central do Chile optou por preservar os juros em 4,50% ao ano, citando avanço gradual da atividade e inflação alinhada à meta. Continue conosco para receber alertas sobre decisões monetárias e tendências financeiras na América Latina.



