Brasil nos Jogos de Inverno: Lucas Pinheiro e Nicole lideram chances -

Brasil nos Jogos de Inverno: Lucas Pinheiro e Nicole lideram chances

Brasil nos Jogos de Inverno chega à edição de 2026 com duas apostas claras de pódio: o esquiador Lucas Pinheiro, favorito em provas do esqui alpino, e a skeletonista Nicole Silveira, que almeja superar o histórico nono lugar de Isabel Clark alcançado há 20 anos.

Pinheiro disputa sua primeira prova já no próximo sábado, enquanto Nicole entra na pista de gelo na terça-feira de Carnaval, momento em que o país poderá comemorar uma conquista inédita em Jogos Olímpicos de Inverno.

Brasil nos Jogos de Inverno: Lucas Pinheiro e Nicole lideram chances

Lucas Pinheiro, filho de mãe brasileira e pai norueguês, figurou entre os principais nomes do esqui alpino pela Noruega até decidir competir com a bandeira verde-amarela após desentendimentos com a federação local. Na temporada pré-olímpica, somou resultados que o colocam entre os favoritos em duas descidas técnicas.

Nicole Silveira nasceu no Rio Grande do Sul, mudou-se ainda criança para o Canadá e conheceu o bobsled antes de migrar para o skeleton – prova em que o atleta desliza deitado de bruços a mais de 120 km/h. Sua meta é brigar pelo pódio na terça, mas, mesmo que a medalha não venha, qualquer posição acima do nono posto obtido por Isabel Clark em 2006 já garantirá o melhor resultado brasileiro na história dos Jogos de Inverno.

Histórico brasileiro no gelo e na neve

O Brasil participou pela primeira vez dos Jogos em 1992, em Albertville, com sete esquiadores convidados pela federação internacional. Em Lillehammer-1994 e Nagano-1998, o país contou com apenas um representante em cada edição. A estreia em esportes de gelo ocorreu em Salt Lake City 2022, quando a equipe de bobsled, apelidada pela imprensa estrangeira de “Frozen Banana”, chamou atenção.

Hoje, o quarteto brasileiro de bobsled, liderado pelo veterano Edson Bindilatti em sua sexta Olimpíada, figura entre os 15 melhores do mundo – marca que muitos esportes de verão nacionais ainda não alcançaram.

Desafios tropicais para esportes de inverno

Em um país onde 95% da população nunca viu neve de perto, manter programas de neve e gelo exige soluções criativas. Os campeonatos nacionais de esqui e snowboard são realizados em estações no Chile e na Argentina. Já a principal estratégia de captação de talentos passa pela diáspora: encontrar atletas brasileiros que moram em países frios, como ocorreu com Pinheiro e Silveira.

Desde Chamonix-Mont Blanc 1924, somente Austrália e Nova Zelândia — ambos no hemisfério Sul e com estações de esqui consolidadas — conquistaram medalhas. O Brasil tenta se juntar a essa lista demonstrando que ter montanhas nevadas não é o único caminho para o pódio. A Coreia do Sul, potência asiática graças à patinação, serve de inspiração: investimento estratégico em modalidades de gelo pode compensar a falta de neve constante.

Cronograma brasileiro em Milão-Cortina 2026

• Sábado: primeira descida do esqui alpino masculino com Lucas Pinheiro;
• Terça-feira: série decisiva do skeleton feminino com Nicole Silveira.

Os eventos coincidem com o auge do Carnaval, o que deve dividir a atenção do público. Ainda assim, a possibilidade de medalhas inéditas coloca o Brasil em destaque entre as nações tropicais presentes em Milão-Cortina.

A expectativa de um feito inédito

Pinheiro e Silveira carregaram a bandeira brasileira na cerimônia de abertura com entusiasmo e danças que misturaram samba e ritmos nórdicos, simbolizando a ponte cultural que sustenta suas carreiras. Caso alcancem o pódio, o país encerrará um jejum de 102 anos sem medalhas em Jogos de Inverno para nações do hemisfério Sul sem neve regular.

Entre um bloco de Carnaval e outro, a torcida brasileira terá motivos extras para acompanhar as transmissões madrugada adentro. O resultado final poderá redefinir o status dos esportes de inverno no calendário esportivo nacional.

Para entender como o investimento esportivo afeta a economia e a criação de oportunidades, confira nosso conteúdo em Economia.

Lucas Pinheiro e Nicole Silveira personificam o esforço de um país tropical em buscar espaço no cenário gelado dos Jogos Olímpicos de Inverno. Fique de olho nas competições, torça pelos brasileiros e acompanhe nossas atualizações para não perder nenhum resultado decisivo!

Scroll to Top