Washington (EUA) – O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, desembarca nesta segunda-feira (18) na capital norte-americana para se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acompanhado de líderes europeus que buscam reforçar a posição de Kiev nas negociações de paz com Moscou.
Confirmaram presença o chanceler alemão, Friedrich Merz, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer. Também estarão em Washington a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen; o presidente da Finlândia, Alexander Stubb; e a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni.
Pressão por acordo
Trump tenta convencer Zelenskiy a aceitar um acordo de paz depois de ter se encontrado com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, na sexta-feira (15), no Alasca. Em publicação nas redes sociais neste domingo (17), o líder norte-americano prometeu “grande progresso em relação à Rússia”, sem detalhar propostas.
Segundo fontes familiarizadas com a cúpula do Alasca, EUA e Rússia discutiram a possibilidade de Moscou abrir mão de territórios ocupados em troca de Kiev ceder uma faixa fortificada no leste e congelar as linhas de frente em outras regiões. A Ucrânia controla hoje 80% da província de Donetsk, enquanto o restante está sob domínio russo desde 2014.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou à CBS que o movimento observado justifica a reunião desta segunda-feira, embora tenha reconhecido que ambas as partes precisarão ceder. “Não estamos na beira de um acordo, mas vimos avanço suficiente para dedicar mais tempo”, disse.
Unidade europeia
Merz, Macron e Starmer realizaram no domingo uma conferência para alinhar estratégias antes do encontro na Casa Branca. O objetivo é garantir “robustas garantias de segurança” para a Ucrânia, incluindo participação ativa dos EUA.
Os europeus querem ainda organizar uma reunião trilateral entre Trump, Putin e Zelenskiy, para assegurar que Kiev tenha voz na definição do próprio futuro. Durante visita a Bruxelas, Zelenskiy declarou que as atuais linhas de combate devem servir de base para qualquer negociação e acusou Putin de não querer “parar a matança”.

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A iniciativa dos aliados também busca evitar a repetição do encontro de fevereiro, quando Zelenskiy recebeu reprimendas públicas de Trump e do vice-presidente JD Vance no Salão Oval.
Próximos passos
Putin já informou sobre as conversas no Alasca ao presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, e ao líder do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev. Trump, por sua vez, disse ao presidente ucraniano que Moscou aceitaria congelar a maior parte das frentes se Kiev abrisse mão de Donetsk — proposta rejeitada por Zelenskiy.
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O desfecho das reuniões em Washington pode redefinir os rumos do conflito mais mortal da Europa em oito décadas, que já se estende por três anos e meio e deixou mais de 1 milhão de mortos ou feridos. Continue acompanhando nossas atualizações para saber como as negociações evoluem.
Com informações de Agência Brasil



