Serra da Saudade (MG) ganhou dois novos habitantes em um ano e permanece, pelo 12º ano consecutivo, como a cidade menos populosa do Brasil. A estimativa de 2025 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada na quinta-feira (28), indica que o município passou de 854 moradores em 2024 para 856 em 2025.
O pequeno município do Centro-Oeste mineiro, localizado a cerca de 250 km de Belo Horizonte, superou Borá (SP) em 2013 e, desde então, ocupa a última posição no ranking populacional do país.
Extensão territorial e economia
Apesar da baixa densidade demográfica, Serra da Saudade não figura entre os menores territórios de Minas Gerais. Com 335,6 km², a cidade aparece na 459ª colocação em extensão entre os 853 municípios mineiros.
Na economia, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita foi de R$ 28,3 mil em 2021. Já as receitas brutas realizadas somaram mais de R$ 31 milhões em 2024, segundo dados da administração municipal.
Eleitorado superior à população
Outro dado que chama atenção é o número de eleitores. Nas eleições de 2024, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou mais títulos aptos a votar do que o total de habitantes estimados naquele ano.
Peculiaridades locais
A rotina em Serra da Saudade é marcada por singularidades:

Imagem: g1.globo.com
- Uma única família responde por 5 % dos moradores.
- A cidade tem apenas dois bairros: Centro e São Geraldo.
- Sete bares, dois supermercados, uma padaria, uma lotérica e uma loja de roupas atendem a comunidade.
- O último homicídio registrado ocorreu há mais de meio século.
- Não há posto de combustível nem farmácia; o abastecimento mais próximo fica a 15 km, em Estrela do Indaiá, e a prefeitura fornece os medicamentos básicos.
- Conexão Wi-Fi gratuita cobre a praça central.
Administração e datas
Fundado em 1º de março de 1962, o município é atualmente administrado pela prefeita Neusa Maria Ribeiro (PSD).
Com a nova estimativa populacional, Serra da Saudade reforça sua posição singular no cenário nacional, mantendo peculiaridades que continuam atraindo a curiosidade de todo o país.
Para conhecer outras informações sobre a realidade fiscal de pequenas cidades, visite a seção de Economia do Diário de Finanças.
Com informações de g1



