Lula conversa por telefone com o presidente da Espanha, Pedro Sánchez, nesta sexta-feira (19) e com o emir do Catar, xeique Tamim bin Hamad Al Thani, na quinta (18), para tratar de temas diplomáticos que vão do acordo Mercosul-União Europeia ao conflito Israel-Palestina.
Na ligação com Sánchez, o chefe do Palácio do Planalto destacou a expectativa de que o tratado entre Mercosul e União Europeia seja assinado em dezembro, durante a Cúpula do Mercosul, em Brasília. Ambos classificaram o pacto como estratégico em um cenário de guerras tarifárias e pressões contra o sistema multilateral de comércio.
Lula conversa por telefone com líder espanhol e emir do Catar
O Planalto informou que Lula e Sánchez voltarão a se encontrar em Nova York, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas. No diálogo, os dois presidentes sublinharam a relevância histórica de uma conferência internacional capaz de encaminhar uma solução pacífica para a questão palestina, baseada na criação de dois Estados.
Os mandatários repudiaram violações do direito internacional humanitário em Gaza, mencionando o deslocamento forçado de civis e possíveis planos de ocupação permanente por Israel. A defesa do acordo Mercosul-UE — que pode acrescentar até US$ 79 bilhões à economia brasileira, segundo projeções oficiais — foi apresentada como resposta conjunta a desafios econômicos globais.
Um dia antes, Lula manteve contato telefônico com o emir do Catar. O presidente manifestou solidariedade após o ataque aéreo de Israel, em 9 de setembro, contra uma área residencial de Doha, episódio que, segundo ele, coloca em risco os esforços conduzidos pelo governo catariano para a libertação de reféns mantidos pelo Hamas.
Durante a conversa, Lula reiterou a defesa de um Estado palestino coexistindo em paz e segurança ao lado de Israel. O xeique Tamim agradeceu as manifestações públicas do Brasil em repúdio ao bombardeio e reafirmou o compromisso de Doha com negociações que levem a uma solução de dois Estados.
Imagem: Divulgação
As duas ligações integram a agenda de articulação internacional do governo brasileiro, que busca reforçar sua influência em negociações comerciais e iniciativas de paz no Oriente Médio. Lula pretende aproveitar a próxima Assembleia da ONU para impulsionar tanto o acordo Mercosul-UE quanto a mobilização por um cessar-fogo duradouro em Gaza.
Ao encerrar os contatos, o Planalto ressaltou que seguirá dialogando com parceiros europeus, árabes e organizações multilaterais para avançar nos dois eixos considerados prioritários: expansão do comércio exterior e diplomacia em prol da estabilidade regional.
Para saber mais sobre os impactos econômicos de acordos internacionais, visite a seção de Economia do Diário de Finanças.
Em resumo, as recentes conversas reforçam a estratégia brasileira de combinar diplomacia comercial e atuação humanitária. Continue acompanhando nossos conteúdos para atualizações sobre o acordo Mercosul-UE e o cenário no Oriente Médio.



