Brasília, 26 ago. 2025 – A Advocacia-Geral da União (AGU) encaminhou ofício à Polícia Federal pedindo abertura de inquérito para apurar a disseminação de notícias falsas que orientam correntistas do Banco do Brasil a retirar dinheiro de suas contas.
De acordo com o documento, múltiplas publicações em redes sociais relacionam a instituição financeira à aplicação da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras e alertam para um suposto bloqueio de ativos, cenário que, segundo a AGU, visa “gerar caos no Sistema Financeiro Nacional”.
Os posts citados pelo órgão incluem mensagens dos deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que teriam incentivado a retirada de recursos do banco. A AGU afirma que há indícios de ação coordenada para provocar pânico e prejuízos à estabilidade do sistema bancário.
Lei Magnitsky
No mês passado, o governo dos Estados Unidos anunciou sanções, com base na Lei Magnitsky, contra o ministro Alexandre de Moraes. A legislação norte-americana autoriza bloqueio de contas, proibição de transações com empresas americanas e restrição de entrada no país para pessoas acusadas de violar direitos humanos.
Resposta do Banco do Brasil
Na última sexta-feira (22), o Banco do Brasil informou que adotará medidas judiciais contra as publicações consideradas falsas. A instituição ressalta que não há qualquer sanção internacional contra si ou contra o sistema financeiro brasileiro e classificou os conteúdos como tentativas de “aterrorizar a sociedade”.
A reportagem da Agência Brasil procurou os parlamentares citados, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria.

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br
Para acompanhar outras decisões governamentais que impactam o setor financeiro, acesse nossa área de Economia.
Resumo: A AGU pediu que a PF investigue a veiculação de mensagens que associam falsamente o Banco do Brasil a sanções da Lei Magnitsky, apontando possível tentativa de desestabilizar o sistema bancário nacional. O BB promete ações judiciais, enquanto deputados citados ainda não se pronunciaram.
Com informações de Agência Brasil



