Entrevista presencial volta a ser obrigatória para todos os solicitantes de visto dos EUA a partir de setembro

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil anunciou mudanças no processo de concessão de vistos. A partir de 2 de setembro, todas as pessoas que solicitarem o documento — independentemente da idade — terão de comparecer presencialmente ao consulado para a entrevista.

Quem está dispensado

O Serviço Consular do Departamento de Estado fixou apenas três situações em que a entrevista continua dispensada:

  • Portadores de vistos B-1/B-2 (turismo ou negócios) vencidos há menos de 12 meses;
  • Requerentes que tinham pelo menos 18 anos quando o visto anterior foi emitido;
  • Detentores de vistos diplomáticos ou oficiais (A, G, NATO, entre outros).

Mesmo nesses casos, a isenção só vale se o pedido for apresentado no país de nacionalidade ou residência, o solicitante nunca tiver recebido negativa de visto e não houver indício de inelegibilidade.

Nova taxa de US$ 250 em outubro

Outra alteração entra em vigor em 1º de outubro. Será cobrada uma taxa adicional de US$ 250, batizada de Visa Integrity Fee, criada pela lei “One Big Beautiful Bill”, sancionada pelo ex-presidente Donald Trump em 4 de julho de 2025. O valor extra busca compensar aumento de gastos previstos pelo projeto.

Análise de redes sociais

Desde o último domingo (24), candidatos aos vistos das categorias F (estudante), M (técnico/vocacional) e J (intercâmbio cultural) devem manter perfis de redes sociais abertos durante todo o processo. Segundo orientação enviada a embaixadas e consulados, oficiais consulares podem verificar manifestações “hostis” a cidadãos, instituições ou valores dos EUA. O departamento alertou ainda que perfis privados podem ser interpretados como tentativa de ocultar atividades.

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Imagem: cnnbrasil.com.br

As mudanças reforçam a rigidez do processo de triagem e devem impactar diretamente quem planeja viajar aos Estados Unidos nos próximos meses. Para mais conteúdos sobre documentação e viagens, visite a seção de Economia do Diário de Finanças.

Com informações de CNN Brasil

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