Brasília, 4 de setembro de 2025 – A popularização dos Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com liquidez diária tem atraído investidores em busca de rendimento acima da taxa Selic, mas especialistas alertam que o produto exige cautela, apesar da proteção oferecida pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
O CDB é um depósito remunerado em que o correntista empresta recursos ao banco e recebe juros, geralmente vinculados à Selic. Nos últimos meses, corretoras passaram a intermediar esses títulos, comprando de instituições financeiras e revendendo aos clientes, operação pela qual recebem comissão.
Parte do apelo desse investimento vem da combinação de três fatores: liquidez diária, rendimento superior à Selic e cobertura do FGC para valores de até R$ 250 mil por CPF e por instituição. Além disso, o Imposto de Renda sobre aplicações mais longas é reduzido ao longo do tempo, incentivando prazos maiores.
Contudo, a promessa de resgate imediato depende de um mercado secundário que não segue padrões uniformes de precificação. Diferentemente do Tesouro Selic, que possui cotação única divulgada pelo Tesouro Nacional, os CDBs podem apresentar oscilações entre as instituições que intermedeiam a recompra, o que pode afetar o valor recebido pelo investidor em um eventual resgate.
O tema ganhou destaque após o veto à compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), movimento que reacendeu a discussão sobre segurança em produtos bancários. Embora a garantia do FGC permaneça válida nos limites estabelecidos, analistas reforçam que a decisão de aplicar em CDBs com liquidez diária deve considerar a solidez da instituição emissora e o funcionamento do mercado secundário.

Imagem: Julia Aguiar via cbn.globo.com
Investidores interessados são aconselhados a verificar a classificação de risco do banco emissor, confirmar as condições de recompra informadas pela corretora e manter atenção aos percentuais de remuneração em relação à Selic.
Para saber mais sobre aplicações que acompanham a taxa básica de juros, visite a seção de Economia do Diário de Finanças.
Com informações de CBN



