Copom mostrou preciosismo excessivo, diz Rogério Xavier -

Copom mostrou preciosismo excessivo, diz Rogério Xavier

Copom recebeu críticas por “excesso de preciosismo” após manter a Selic em 15%, segundo o sócio-fundador da SPX Capital, Rogério Xavier, que participou nesta segunda-feira (22) do Macro Day, em São Paulo.

O gestor avaliou que, no comunicado pós-reunião, o Comitê de Política Monetária do Banco Central insistiu em destacar expectativas de inflação desancoradas, atividade resiliente e pressões no mercado de trabalho, apesar de sinais claros de desaceleração econômica.

Copom mostrou preciosismo excessivo, diz Rogério Xavier

Para Xavier, a postura cautelosa do BC decorreu de uma “reavaliação do hiato do produto” considerada excessivamente técnica. “Agora estamos presos a detalhes”, afirmou, reforçando que a política monetária permanece “hiperapertada” enquanto a fiscal segue frouxa.

Sinais de desinflação e mercado de trabalho

O executivo declarou ter convicção de que o país atravessa um processo consistente de desinflação, ainda que em ritmo gradual. Ele apontou o início de uma inflexão no mercado de trabalho: “O last mile, que era a taxa de desemprego, começa a mostrar sinais de alta”. Embora a perspectiva seja negativa para os trabalhadores, Xavier acredita que o movimento favorece um eventual afrouxamento monetário.

Expectativa para a ata e para o relatório de dezembro

A ata da reunião, prevista para esta terça-feira (23), deverá detalhar a fundamentação da manutenção da taxa básica. Contudo, Xavier projeta que o Relatório Trimestral de Inflação de dezembro trará ajuste na trajetória de preços, revertendo parte do rigor exibido no comunicado atual.

Necessidade de novo arcabouço fiscal

O fundador da SPX também alertou para a urgência de uma revisão no quadro fiscal brasileiro em 2027, independentemente do resultado das eleições de 2026. “Vamos terminar 2026 com este modelo, que não foi suficiente, e precisaremos colocar outro no lugar”, afirmou.

Ele ressalta que a convergência da inflação para a meta exigirá coordenação entre uma política fiscal mais austera e a redução gradual dos juros. “A política monetária já fez sua parte; agora o ajuste precisa ser compartilhado”, concluiu.

Embora as declarações de Xavier indiquem frustração com a comunicação do Banco Central, o mercado aguarda a ata do Copom para avaliar se o colegiado sinalizará espaço para cortes na Selic nas próximas reuniões.

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Resumo: Rogério Xavier considerou o Copom excessivamente meticuloso ao manter a Selic em 15%, defendendo que a desaceleração já justifica maior flexibilização. Continue lendo nossas reportagens e fique por dentro das próximas decisões de política monetária.

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