Defesa de Bolsonaro minimiza minutas golpistas e documento sobre asilo recuperado pela PF

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que os rascunhos de decretos para intervenção de Estado e o esboço de solicitação de asilo encontrados pela Polícia Federal (PF) não configuram plano concreto para derrubar a democracia.

Nos autos entregues na noite de quarta-feira (3/4), os advogados sustentam que as minutas de golpe localizadas em operações da PF seriam meras “coleções de documentos” recebidos de terceiros, sem qualquer pedido ou endosso de Bolsonaro. A equipe jurídica afirma ainda que a ausência de cabeçalho oficial nesses textos comprovaria sua informalidade.

Pedido de asilo à Argentina

Um dos principais pontos do inquérito é a minuta de pedido de asilo à Argentina armazenada no celular do ex-presidente. O texto foi apagado, mas recuperado pelos peritos federais. Segundo a defesa, alguém “não identificado” encaminhou o conteúdo sem solicitação de Bolsonaro, que o teria descartado em seguida. O documento mencionava a gestão do presidente argentino Javier Milei, aliado da direita internacional.

Estadia na embaixada da Hungria

Após ter o passaporte retido pelo ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo inquérito, Bolsonaro passou dois dias do Carnaval de 2024 hospedado na Embaixada da Hungria em Brasília. O período foi tratado pela defesa como “visita particular”. A lealdade entre o ex-presidente e o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, também de orientação ultraconservadora, foi citada como motivo da recepção.

Possibilidade de prisão

Juristas consultados por órgãos de imprensa avaliam que existem elementos suficientes para um pedido de prisão preventiva. Moraes, entretanto, mantém Bolsonaro em liberdade, ainda que sem passaporte, enquanto o processo avança. A Procuradoria-Geral da República acompanha o caso.

Apoio popular

Levantamento Quaest divulgado em março indica que 12% dos brasileiros se declaram bolsonaristas convictos. Analistas políticos apontam que a percepção pública sobre eventual ordem de prisão pode ganhar força apenas após a conclusão do julgamento no STF.

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Imagem: metropoles.com

O inquérito segue em fase de coleta de provas. Ainda não há previsão de quando o julgamento será concluído.

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Resumo: A defesa de Jair Bolsonaro nega qualquer intenção de golpe, atribui a terceiros o envio de minutas encontradas pela PF e justifica a estadia na embaixada da Hungria como visita privada. O STF ainda avalia possíveis medidas cautelares, enquanto o apoio popular ao ex-presidente permanece em torno de 12%, segundo pesquisa Quaest. Continue acompanhando o Diário de Finanças para novas atualizações.

Com informações de Metrópoles

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