Brasília, 10/09/2025 – O advogado Celso Vilardi, um dos responsáveis pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou nesta quarta-feira (10) que o ministro Luiz Fux acolheu integralmente os argumentos apresentados pelo time jurídico no processo que apura uma suposta trama golpista.
Em sessão no Supremo Tribunal Federal (STF), Fux votou pela absolvição de Bolsonaro de todas as acusações formuladas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O Ministério Público acusava o ex-presidente de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, além de deterioração de patrimônio tombado.
Segundo Vilardi, o posicionamento de Fux foi “absolutamente técnico” e analisou as provas de forma exaustiva. Para o advogado, o ministro confirmou a tese de que as condutas atribuídas a Bolsonaro, quando ainda estava na Presidência, não configuram crime. “Ele apenas cogitou medidas e nada aconteceu”, sustentou Fux em seu voto.
O magistrado também considerou procedente a alegação de cerceamento de defesa, apontada pelos advogados de diversos réus, e propôs a anulação de todo o processo. Apesar disso, o placar parcial do julgamento marca dois votos pela condenação – proferidos ontem pelo relator Alexandre de Moraes e pelo ministro Flávio Dino – e um pela absolvição, o de Fux.
A análise do caso será retomada nesta quinta-feira (11), às 14h, quando votarão a ministra Cármen Lúcia e o ministro Cristiano Zanin. O resultado final definirá o futuro judicial do ex-chefe do Executivo e dos demais envolvidos.
O debate no STF ocorre em meio a forte repercussão política. Caso o voto de Fux seja seguido pela maioria, o processo poderá ser anulado e Bolsonaro ficará livre das acusações. Se prevalecer a posição de Moraes e Dino, o ex-presidente poderá ser condenado pelos cinco crimes apontados pela PGR.

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O julgamento mantém atenção elevada em Brasília e deve mobilizar parlamentares, partidos e apoiadores de todas as correntes. A sessão prevista para quinta-feira é considerada decisiva, já que definirá se haverá necessidade de abrir nova instrução ou se o caso será encerrado.
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Com informações de Agência Brasil



