Descarte correto de garrafas de vidro é apontado pela Associação Brasileira das Indústrias de Vidro (Abividro) como medida decisiva para conter a adulteração de bebidas alcoólicas no país.
O presidente da Abividro, Lucien Belmonte, declarou ao g1 que “só consegue falsificar bebidas quem tem uma garrafa”. Segundo ele, a prática criminosa depende do desvio de embalagens vazias após o consumo.
Descarte correto de garrafas de vidro reduz adulteração
De acordo com Belmonte, o caminho seguro inclui o envio das garrafas a recicladoras certificadas. Na cidade de São Paulo, por exemplo, a agência municipal SP Regula exige que bares, restaurantes e outros estabelecimentos de grande porte informem qual empresa realiza a coleta de vidro, o que facilita a rastreabilidade dos resíduos.
O dirigente da Abividro destaca que a legislação sobre gestão de resíduos já é suficientemente robusta, mas esbarra na falta de fiscalização. Para ele, faz falta apenas uma regra específica para coibir o acúmulo excessivo de embalagens. “Se alguém tem milhares de garrafas, pode-se ter certeza de que é para falsificação”, afirma.
Belmonte também responsabiliza donos de bares e restaurantes que optam por descartes irregulares. “O único inocente nessa história é o consumidor que foi enganado por uma cadeia inescrupulosa”, resume.
O alerta ganha força diante dos dados mais recentes do Ministério da Saúde: até este sábado (4), foram registradas 127 notificações de intoxicação por metanol após ingestão de bebida alcoólica, com 12 mortes confirmadas.
Para a Abividro, além da destinação correta das garrafas, a compra consciente de bebidas — exigindo nota fiscal e verificando selos de origem — fecha o cerco contra a fraude. A associação acredita que, com fiscalização efetiva, a cadeia de coleta e reciclagem pode impedir o acesso dos falsificadores às embalagens.

Imagem: Divulgação
A entidade reforça que o vidro é 100% reciclável e pode voltar à linha de produção indefinidamente, sem perda de qualidade. Cada embalagem recuperada evita a extração de matéria-prima virgem, reduz custos ambientais e, segundo Belmonte, aumenta a segurança do consumidor.
No cenário atual, a expectativa da Abividro é apresentar ainda neste ano uma proposta de lei que tipifique o armazenamento irregular de grandes quantidades de garrafas de vidro. A medida, segundo o presidente, deverá facilitar a ação de agentes de fiscalização e da polícia.
Enquanto o projeto não avança, a orientação aos estabelecimentos é clara: destinar o resíduo a empresas credenciadas e manter comprovantes de coleta. “É uma questão de responsabilidade social e de saúde pública”, conclui Belmonte.
Para quem deseja compreender melhor o impacto econômico da reciclagem e das políticas ambientais, vale conferir outros conteúdos na sessão de Economia do Diário de Finanças.
Em resumo, o descarte correto de garrafas de vidro protege o consumidor, combate a adulteração de bebidas e fortalece a economia circular. Adote práticas responsáveis e acompanhe nossas atualizações para saber como pequenas ações podem gerar grande impacto.



