Dólmen de 5 mil anos foi descoberto por arqueólogos na região de Andaluzia, no sul da Espanha, revelando uma tumba coletiva monumental com 13 metros de comprimento e paredes de 2 metros de altura.
A estrutura de pedra, classificada como um dos maiores e mais bem preservados monumentos funerários andaluzes, surgiu após quatro temporadas de escavações nos arredores da cidade de Teba.
Dólmen de 5 mil anos é achado na Andaluzia, Espanha
O que os pesquisadores encontraram
No interior do dólmen, os especialistas identificaram múltiplos ossuários contendo restos humanos. Entre eles, localizavam-se artefatos funerários variados: pontas de flecha, uma alabarda, peças de marfim e conchas marinhas. Esses itens reforçam o uso do espaço como enterro coletivo e sugerem práticas sociais complexas durante o período pré-histórico.
Importância cultural e comercial
A presença de conchas, mesmo em uma área afastada do litoral, indica redes de troca de longa distância que conectavam comunidades do interior a ambientes costeiros. Para pesquisadores, o material marinho simbolizava prestígio e refletia a relevância do mar para aquelas sociedades agrícolas.
Além de cemitério, estruturas desse tipo funcionavam como marcadores territoriais, demonstrando posse de terras e servindo, possivelmente, a rituais ligados a eventos astronômicos, como o solstício. O alinhamento da tumba e a posição dos objetos ainda serão analisados para confirmar essas hipóteses.
Próximos passos da pesquisa
A equipe responsável pretende conduzir estudos de datação mais precisos, examinar o DNA dos restos mortais e avaliar a procedência dos materiais encontrados. O objetivo é compreender a organização social, as rotas de comércio e os rituais associados à construção do dólmen.

Imagem: Divulgação
Os resultados deverão ampliar o conhecimento sobre as comunidades que habitaram a Península Ibérica há cinco milênios, contribuindo para o entendimento global das práticas funerárias e das interações culturais da Idade do Cobre.
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Essa descoberta mostra como sítios arqueológicos continuam revelando detalhes essenciais sobre nosso passado coletivo. Compartilhe a matéria e siga o Diário de Finanças para receber atualizações sobre ciência, história e muito mais.


