A taxa média de juros do crédito consignado para trabalhadores do setor privado recuou de 3,79% para 3,75% ao mês em julho, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (27). Apesar da pequena queda, o indicador ainda é duas vezes maior que o verificado no consignado de aposentados e servidores públicos no mesmo período.
A economista e professora da Fundação Getulio Vargas, Carla Beni, ressaltou que o crédito mais caro disponível ao consumidor continua sendo o parcelamento da fatura do cartão. “A taxa do rotativo está em 15% ao mês”, afirmou, em entrevista ao programa Conexão Record News. Para a especialista, transformar a fatura em parcelas parece a solução mais rápida, mas é justamente a opção que mais pesa no bolso e alimenta a inadimplência.
Beni lembrou que muitos consumidores recorrem ao parcelamento automaticamente, sem comparar outras modalidades. O consignado com uso do FGTS como garantia e 100% da multa rescisória em demissão sem justa causa ainda aguarda regulamentação, o que pode alterar a dinâmica do mercado de crédito quando entrar em vigor.
Mesmo com o recuo nas taxas do consignado, a economista reforçou que a diferença de custo entre as linhas é grande. Por isso, recomenda avaliar todas as alternativas antes de assumir qualquer dívida.

Imagem: noticias.r7.com
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Com informações de Record News



