Embraer cancela projeto de avião turboélice regional após concluir que ainda não existem motores de nova geração capazes de atender às metas de eficiência definidas pela fabricante brasileira.
A decisão foi anunciada por Francisco Gomes Neto, CEO da companhia, durante a divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2023. O projeto vinha sendo aguardado com expectativa pelo mercado e representava uma das apostas da Embraer para reforçar sua presença no segmento de aeronaves regionais.
Embraer cancela projeto de avião turboélice regional
Segundo o executivo, a falta de propulsores mais econômicos e sustentáveis inviabilizou a continuidade do programa. A empresa avaliou que não haveria ganhos de performance suficientes para justificar o lançamento do modelo nas condições atuais do mercado.
Foco em propulsão elétrica e híbrida
Com o encerramento do turboélice, a Embraer redireciona recursos para novas plataformas que devem chegar entre cinco e dez anos. A prioridade passa a ser a pesquisa em propulsão elétrica e híbrida, tecnologias vistas como essenciais para reduzir emissões de carbono na aviação comercial.
A fabricante também estuda projetos de aeronaves de maior porte, capazes de competir futuramente com as famílias Airbus A320 e Boeing 737 MAX. De acordo com Gomes Neto, qualquer novo programa só deverá ser formalmente lançado no longo prazo, após maturação das tecnologias em desenvolvimento.
Carteira de pedidos segue robusta
Apesar do cancelamento do turboélice, o cenário comercial permanece favorável. Em outubro, a Embraer registrou backlog de 490 aeronaves E-Jet, avaliadas em cerca de US$ 15,2 bilhões (R$ 82 bilhões). O volume representa alta de 37% na comparação anual e garante visibilidade de entregas até o fim da década.
Imagem: Jny Farias
A expansão da base de clientes e a demanda por jatos regionais eficientes sustentam a projeção de crescimento. A companhia reforça, assim, sua estratégia de inovação aliada à sustentabilidade, alinhada às metas globais de redução de emissões.
O cancelamento do projeto turboélice reflete uma decisão pragmática diante das limitações tecnológicas atuais, mas abre espaço para que a Embraer concentre esforços em aeronaves de nova geração, mais limpas e eficientes.
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Resumo: a Embraer encerrou o programa de avião turboélice regional por falta de motores adequados e agora prioriza estudos em propulsão elétrica e híbrida, mantendo uma carteira de 490 pedidos firmes. Continue acompanhando nossas atualizações e receba notícias estratégicas em primeira mão!



