Espaço aéreo da Venezuela: Trump pede tratamento de fechado. O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (29.nov.2025) que companhias aéreas, pilotos e até traficantes devem considerar o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela “totalmente fechado”. A orientação surge depois de Caracas ter cancelado as licenças de seis empresas de aviação que haviam suspendido voos para o país.
Trump divulgou a mensagem na rede Truth Social, intensificando a tensão diplomática entre Washington e o governo de Nicolás Maduro. Na publicação, ele escreveu em letras maiúsculas que o espaço aéreo venezuelano está “TOTALMENTE FECHADO” e agradeceu a atenção dos destinatários.
Espaço aéreo da Venezuela: Trump pede tratamento de fechado
A declaração ocorre enquanto os Estados Unidos reforçam sua presença militar no Caribe. A administração norte-americana enviou um porta-aviões para a região e elevou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à prisão ou condenação de Maduro, classificado por Washington como “líder terrorista global” do chamado Cartel de los Soles.
Segundo autoridades dos EUA, forças militares norte-americanas realizaram pelo menos 21 ataques contra embarcações no Caribe e no Pacífico, resultando em 83 mortes. Washington alega que as embarcações eram usadas por narcotraficantes; Caracas sustenta que a ofensiva busca pressionar pela saída de Maduro.
Tensões e suspensão de voos
Na quarta-feira (26.nov), o governo venezuelano revogou as licenças de:
• Gol (Brasil)
• Latam (Chile) – apenas a operação colombiana
• Avianca (Colômbia)
• Iberia (Espanha)
• TAP (Portugal)
• Turkish Airlines (Turquia)
Apesar de a Latam estar citada, a medida não afeta voos que partem do Brasil, já que a subsidiária brasileira não opera rotas diretas para a Venezuela.
As empresas haviam interrompido operações no sábado (23.nov) e no domingo (24.nov) após a FAA, agência de aviação dos EUA, emitir alerta de segurança sobre “atividade militar intensificada” na região. O comunicado advertia que as condições de segurança no espaço aéreo venezuelano não estavam garantidas, recomendando cautela a todas as aeronaves.
Reações e impacto
No comunicado deste sábado, Trump ampliou o alcance do alerta ao incluir “traficantes de drogas e traficantes de pessoas”, refletindo o discurso do governo norte-americano sobre suposta ligação do Palácio de Miraflores com atividades ilícitas. A recomendação não tem força de decreto, mas reforça a pressão sobre companhias internacionais que atuam nas rotas latino-americanas.
Imagem: Divulgação
Enquanto isso, o governo Maduro acusa Washington de ingerência e de promover um bloqueio indireto ao transporte aéreo venezuelano. Funcionários de Caracas argumentam que a revogação das licenças de companhias estrangeiras é uma resposta defensiva à escalada militar dos EUA no entorno do país.
A Federação Internacional das Associações de Pilotos de Linha Aérea (IFALPA) ainda não emitiu posicionamento, mas especialistas do setor afirmam que novas suspensões de rotas podem pressionar o já limitado fluxo de passageiros e cargas com origem ou destino em aeroportos venezuelanos.
Por enquanto, não há prazo para a normalização das operações. Companhias que mantêm sobrevoos nas proximidades da Venezuela afirmam estar monitorando relatórios de risco e diretrizes de suas respectivas agências reguladoras.
Em resumo, a ordem verbal de Donald Trump para que o espaço aéreo da Venezuela seja tratado como fechado acrescenta um novo capítulo à crise entre Washington e Caracas. As próximas semanas devem indicar se outras transportadoras seguirão o conselho do ex-presidente e se novas medidas serão adotadas por ambos os governos.
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Este resumo destacou as principais ações e reações envolvendo EUA e Venezuela no âmbito aéreo. Continue acompanhando para receber atualizações e análises detalhadas sobre o tema.



