EUA orientam americanos a deixar a Venezuela imediatamente -

EUA orientam americanos a deixar a Venezuela imediatamente

EUA orientam americanos a deixar a Venezuela imediatamente em novo comunicado de segurança divulgado nesta quarta-feira, 3, em meio ao agravamento da crise entre Washington e Caracas.

O Departamento de Estado reeditou o aviso emitido em maio, reforçando que há “alto risco de detenção ilegal, tortura, terrorismo, sequestro, aplicação arbitrária das leis locais, criminalidade, agitação civil e infraestrutura de saúde precária” no território venezuelano.

EUA orientam americanos a deixar a Venezuela imediatamente

No documento, o governo norte-americano “recomenda fortemente que todos os cidadãos americanos e residentes permanentes legais deixem o país imediatamente”, incluindo aqueles que viajam com passaporte venezuelano ou de outras nacionalidades.

Riscos citados no comunicado

Entre os motivos elencados, destacam-se:

  • Possibilidade de detenções sem amparo legal;
  • Casos de tortura e sequestro envolvendo estrangeiros;
  • Ação de grupos classificados pelos EUA como terroristas;
  • Elevada criminalidade e agitação social;
  • Sistema de saúde considerado insuficiente para emergências.

Desde 2019, toda a equipe diplomática norte-americana foi retirada de Caracas, o que impede a prestação de serviços consulares de rotina ou emergência. “O governo dos EUA não tem capacidade para fornecer assistência consular a cidadãos americanos na Venezuela”, ressalta o texto.

Tensões recentes entre Trump e Maduro

As relações entre os presidentes Donald Trump e Nicolás Maduro deterioraram-se ainda mais após setembro, quando Washington passou a atacar embarcações suspeitas de traficar drogas no Caribe e no Pacífico. Na ocasião, os EUA ameaçaram estender as operações militares para o território venezuelano e incluíram o Cartel de los Soles, supostamente ligado a autoridades de Caracas, na lista de organizações terroristas.

Em 21 de setembro, segundo agências internacionais, Trump e Maduro tiveram uma conversa telefônica em busca de acordo político. O líder norte-americano estabeleceu um prazo de uma semana para que Maduro deixasse o cargo, ultimato ignorado pelo presidente venezuelano. Três dias após o vencimento do prazo, no sábado 29, Trump declarou que o espaço aéreo da Venezuela deveria ser tratado como “totalmente fechado”.

Serviços consulares suspensos

Sem representação diplomática em Caracas desde 2019, os Estados Unidos alertam que “não existe forma segura de viajar” para o país vizinho. O comunicado adverte que qualquer cidadão ou residente permanente legal que permaneça na Venezuela pode enfrentar dificuldades para sair em caso de emergência, dado o fechamento parcial de fronteiras terrestres e restrições no espaço aéreo.

Além disso, as autoridades norte-americanas lembram que a pandemia de covid-19 agravou a precariedade do sistema hospitalar local, limitando a capacidade de atendimento a viajantes em situação crítica.

O alerta permanece em vigor por tempo indeterminado e será atualizado “quando as condições de segurança permitirem”. Até lá, Washington recomenda evitar qualquer viagem à Venezuela, inclusive por motivos ligados a negócios ou visitas familiares.

Para continuar informado sobre decisões de governos que impactam economia e viagens, confira também a seção de Economia do Diário de Finanças, onde publicamos atualizações em tempo real.

Em resumo, o governo dos Estados Unidos mantém a orientação de saída imediata da Venezuela, citando riscos à integridade física de seus cidadãos e a impossibilidade de oferecer suporte consular. Acompanhe nossas próximas atualizações e, se a informação foi útil, compartilhe a matéria com seus contatos.

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