Nubank paga menos impostos, de acordo com nota divulgada nesta quarta-feira (4) pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que rebateu declarações recentes de David Vélez, cofundador e presidente global do banco digital.
Em postagem nas redes sociais, Vélez afirmou que a fintech “paga mais impostos que qualquer grande banco”. A Febraban classificou a afirmação como “totalmente enviesada” e apresentou questionamentos ao executivo, alegando que o Nubank seria, na verdade, a instituição que menos recolhe tributos entre os principais players do sistema financeiro nacional.
Nubank paga menos impostos que grandes bancos, diz Febraban
No comunicado, a entidade setorial contestou a comparação feita pelo empresário e solicitou que o Nubank divulgue detalhes sobre a alíquota efetiva de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) paga em 2023. Segundo a Febraban, relatórios públicos dos grandes bancos mostram cargas tributárias superiores às apuradas pelo banco digital.
Entenda o embate
A discussão ganhou corpo após Vélez publicar, na noite de terça-feira (3), um gráfico no qual posicionava o Nubank como a instituição com maior desembolso tributário proporcional. O post repercutiu nas redes e levou a Febraban a emitir resposta oficial poucas horas depois.
Na nota, a federação:
- apontou supostas inconsistências na metodologia usada pelo CEO;
- afirmou que o Nubank participa de regimes especiais que reduzem a carga fiscal;
- ressaltou a necessidade de comparações transparentes, “com base em números auditados e fontes públicas”.
Dados apresentados pela Febraban
Sem divulgar cifras absolutas, a entidade disse ter analisado demonstrativos financeiros de 2023 dos cinco maiores bancos do país, concluindo que a fintech “detém a menor parcela de recolhimento de tributos sobre o lucro”. O documento também questionou se o Nubank pretende aderir voluntariamente às mesmas regras de tributação aplicadas aos bancos tradicionais.
Imagem: Pixabay
Resposta do Nubank
Até o fechamento desta edição, o Nubank não havia se manifestado sobre os pontos levantados. Em declarações anteriores, a fintech costuma defender que seu modelo operacional, mais enxuto, gera eficiência e, por consequência, margens tributárias distintas das praticadas pelo setor.
Próximos passos
A Febraban informou que seguirá acompanhando a divulgação de resultados do Nubank e reiterou a disposição para um debate “baseado em dados verificáveis”. O episódio ocorre em meio à maior atenção de investidores e reguladores sobre a competitividade entre bancos tradicionais e instituições digitais.
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Em suma, a federação contesta a narrativa de que a fintech arcaria com maior carga tributária e pressiona por transparência nos números. Acompanhe nossas atualizações e saiba mais sobre o desfecho desse embate.



