A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) registrou, no dia 20 de agosto de 2025, a primeira patente nacional de uma plataforma para produção de vacinas baseadas em RNA mensageiro (mRNA). A tecnologia foi desenvolvida no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos), no Rio de Janeiro, e promete reduzir significativamente os custos de desenvolvimento de imunizantes no país.
O método usa uma molécula de mRNA capaz de levar instruções genéticas às células humanas. A partir desse código, o organismo passa a produzir proteínas que induzem a resposta imune e a formação de anticorpos. Segundo os pesquisadores, a versão brasileira inclui uma nova composição de nanopartículas de gordura que envolvem o RNA, etapa essencial para proteger o material genético e garantir sua entrega às células.
De acordo com Patrícia Neves, gerente da plataforma de mRNA da Fiocruz, a patente elimina a necessidade de pagamento de royalties a laboratórios estrangeiros. “Fica mais barato porque não estamos comprando a tecnologia e desenvolvemos todo o processo produtivo aqui. Também não será preciso importar insumos”, afirmou.
Com a plataforma validada, cada futuro imunizante exigirá apenas a troca da sequência genética que codifica a proteína alvo, acelerando pesquisas contra diferentes enfermidades. A vacina contra a Covid-19, em estágio mais avançado nos laboratórios da Fiocruz, deve iniciar ensaios clínicos até o fim de 2025.
Os cientistas já aplicam a mesma base tecnológica em projetos contra leishmaniose, tuberculose e em terapias para câncer. “Avançamos muito no conhecimento e na capacidade de desenvolver nossos próprios produtos, o que garante maior autonomia e nos coloca na vanguarda da ciência mundial”, destacou Patrícia Neves.

Imagem: g1.globo.com
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Com informações de G1 – Jornal Nacional



