Goleada do Brasil sobre Coreia do Sul marcou a manhã de sexta-feira e devolveu brilho ao futebol da Seleção, mas não dissipou o clima de incerteza que acompanha a equipe desde 2022. No amistoso realizado em Seul, o time comandado interinamente enquanto Carlo Ancelotti não assume oficialmente exibiu jogadas plásticas, mas ainda gera dúvidas quanto ao desempenho diante de adversários mais fortes.
Logo aos oito minutos, Bruno Guimarães lançou em diagonal, atravessando a zaga asiática e encontrando Estêvão livre para abrir o placar. O garoto de 17 anos – agora um dos mais jovens a marcar dois gols pelo Brasil, ao lado de Pelé, Coutinho e Carvalho Leite – voltou a balançar a rede ainda no primeiro tempo, após falha do zagueiro Kim Min-jae, do Bayern de Munique.
Goleada do Brasil sobre Coreia do Sul mantém desconfiança
Entre os gols de Estêvão, Rodrygo deixou sua marca em jogada individual: recebeu passe de primeira, driblou para a direita e bateu de curva, sem chances para o goleiro coreano. Na etapa final, o atacante do Real Madrid ainda contou com assistência de Vini Jr, que fechou a goleada aplicando um corte seco antes de chutar de bico para o fundo da rede.
Jogos bonitos, perguntas antigas
Apesar do placar elástico, a fragilidade defensiva da Coreia do Sul levantou questionamentos. A marcação aberta ofereceu espaço para improvisos e tabelas, cenário que pode não se repetir diante de seleções europeias. Da arquibancada ao sofá de casa, torcedores se perguntam se o esquema testado na Ásia será mantido por Ancelotti e se haverá tempo suficiente para ajustes até a Copa do Mundo de 2026.
Desde a vitória por 4 a 1 sobre os próprios coreanos no Mundial do Catar, a Seleção acumulou tropeços. Entre as atuações convincentes, destacam-se apenas o 5 a 1 sobre a Bolívia nas Eliminatórias e o 4 a 0 diante do Paraguai em amistoso anterior à Copa América. A eliminação precoce no torneio continental, aliada a mudanças no comando técnico, ampliou o sentimento de desconfiança.
Jovens em foco, Neymar fora de cena
A boa exibição de Estêvão reavivou o debate sobre a renovação do grupo. Endrick, sensação dos amistosos contra Inglaterra e Espanha em 2023, é lembrado como exemplo de oscilação natural para atletas com menos de 18 anos. Recuperando-se de lesão, o atacante do Palmeiras perdeu espaço nas listas especulativas de convocações futuras, sinal de que o processo de transição exige cautela.
Se os jovens disputam vaga, a ausência de Neymar dominou bastidores e programas esportivos pós-jogo. Em mais de uma hora de debate, o camisa 10 das últimas três Copas não foi mencionado, situação incomum desde 2014. Embora seu retorno não esteja descartado, a vitória sem a “sombra” do jogador ofereceu breve alívio à comissão técnica.

Imagem: Rafael Ribeiro
Próximo desafio: Japão na terça-feira
O elenco brasileiro permanece em solo asiático e volta a campo na próxima terça, em Tóquio, contra o Japão. O confronto servirá como novo teste para o sistema ofensivo que brilhou diante dos coreanos. A expectativa é medir se a equipe conseguirá repetir triangulações rápidas, pressionar a saída de bola e, principalmente, manter segurança defensiva frente a um adversário de maior intensidade.
Até lá, o torcedor divide-se entre celebrar o resultado expressivo e analisar minuciosamente falhas que podem custar caro em competições oficiais. A contagem regressiva para a Copa segue, e cada amistoso aumenta a responsabilidade de transformar o talento individual em desempenho coletivo consistente.
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Em resumo, a goleada sobre a Coreia do Sul reacendeu a esperança, mas deixou evidente que espetáculo e confiança plena ainda não caminham juntos na Seleção. Continue acompanhando nossas atualizações e não perca os detalhes do próximo compromisso contra o Japão.



