A condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), por liderar um plano para subverter o resultado das eleições de 2022, ocupou as manchetes de jornais de diferentes continentes.
França
O diário francês Le Monde abriu sua cobertura com a expressão “julgamento histórico”, lembrando que Bolsonaro costumava citar três destinos possíveis — prisão, morte ou vitória — e que descartava o primeiro. Para o jornal, a decisão do STF mostrou que a alternativa da cadeia se concretizou.
Espanha
Para o espanhol El País, tratou-se do “julgamento politicamente mais relevante do Brasil em anos”. A publicação citou provas que, segundo o STF, indicam participação de aliados próximos do ex-mandatário em ações para desacreditar o sistema eleitoral, intimidar o Judiciário, planejar ataques a autoridades e buscar apoio da cúpula militar.
Reino Unido
O britânico The Guardian afirmou que Bolsonaro tentou “aniquilar” a democracia depois da derrota eleitoral. O veículo recordou críticas internacionais ao ex-chefe de Estado pela política ambiental, gestão da pandemia e hostilidades a minorias, mas ressaltou que o seu movimento político permanece ativo.
Estados Unidos
Nos Estados Unidos, o The New York Times destacou que “o Brasil conseguiu onde os EUA falharam”, mencionando a ausência de condenação ao ex-presidente Donald Trump pelos eventos de 6 de janeiro de 2021. Já o Wall Street Journal frisou a “queda dramática” de Bolsonaro e observou comemorações populares em várias capitais brasileiras após o anúncio da sentença.
Argentina
O argentino Clarín sublinhou a severidade da pena: aos 70 anos, Bolsonaro pode passar o resto da vida na prisão ou em regime domiciliar. O jornal listou os outros sete condenados pelo STF — Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Alexandre Ramagem, Walter Braga Netto, Mauro Cid e Paulo Sérgio Nogueira —, apontados como núcleo do plano golpista.
Também na Argentina, o La Nación classificou o episódio como sem precedentes: é a primeira vez que um ex-presidente brasileiro é considerado culpado por tentar anular uma eleição na maior economia da América Latina.

Imagem: liderar um golpe de Estado via noticias.r7.com
A repercussão conjunta reforça a avaliação, fora do país, de que o veredicto representa um divisor de águas para as instituições brasileiras. Para entender como decisões judiciais podem impactar a confiança de investidores e o cenário econômico, o leitor pode visitar a seção de Economia do Diário de Finanças.
O julgamento segue agora para a fase de recursos, anunciada pela defesa do ex-presidente.
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Com informações de R7



