Inteligência artificial na saúde foi o foco da visita que uma comitiva do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP) realizou à SPMS – Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, em Lisboa, em 13 de novembro.
A delegação brasileira foi recebida pelo vogal executivo Nuno Costa, que apresentou iniciativas de transformação digital conduzidas pela SPMS e detalhou como soluções baseadas em IA estão impulsionando inovação e eficiência no sistema público português.
Inteligência Artificial na Saúde: Brasil visita SPMS
O encontro integra ações previstas no Memorando de Entendimento (MdE) firmado entre os governos de Portugal e do Brasil em 19 de fevereiro de 2025. O documento estabelece cooperação bilateral em áreas estratégicas como saúde digital, vigilância epidemiológica e resposta a emergências.
Projetos em destaque na agenda bilateral
Durante a reunião, especialistas da SPMS explicaram o funcionamento do Data Lake da Saúde, repositório centralizado de dados criado para apoiar decisões clínicas e iniciativas de pesquisa. A ferramenta, segundo a equipe portuguesa, representa um passo essencial para a adoção plena de algoritmos de aprendizado de máquina destinados a prever demandas assistenciais e otimizar recursos.
Os representantes do CREMESP apresentaram resultados obtidos no Brasil com projetos que aplicam inteligência artificial ao apoio diagnóstico e à gestão de filas de atendimento. Relataram ainda ganhos de produtividade decorrentes da digitalização de prontuários e do uso de modelos preditivos em hospitais públicos paulistas.
Intercâmbio de conhecimento e próximos passos
Ao final da agenda, profissionais dos dois países participaram de debate focado em desafios regulatórios, ética no uso de dados de pacientes e formação de equipes multidisciplinares. O consenso foi de que a troca contínua de experiências fortalece as estratégias nacionais de transformação digital e acelera a entrega de benefícios concretos à população.
Imagem: Divulgação
Para a SPMS, a visita reafirma seu papel como referência europeia em inovação na saúde pública. Já o CREMESP destacou que as boas práticas portuguesas serão analisadas para possíveis adaptações ao contexto brasileiro, especialmente na expansão de ferramentas de IA no Sistema Único de Saúde (SUS).
O compromisso mútuo é manter reuniões técnicas periódicas, trocar documentação sobre projetos em curso e identificar oportunidades de pesquisas conjuntas que envolvam universidades e centros de inovação dos dois países.
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Este intercâmbio mostra como a inteligência artificial pode transformar a oferta de serviços de saúde. Continue acompanhando nossas publicações para saber como esses projetos avançam e impactam o dia a dia de pacientes e profissionais.



