Méliuz registra Ebitda recorde e descarta temor com bitcoin -

Méliuz registra Ebitda recorde e descarta temor com bitcoin

Méliuz registra Ebitda recorde e mostra fôlego para manter sua estratégia em criptomoedas, mesmo após a recente queda de quase 20% no preço do bitcoin.

No terceiro trimestre de 2025, a companhia de cashback apurou Ebitda ajustado de R$ 27,6 milhões, o maior de sua história, resultado de um turnaround iniciado há três anos e sustentado por controle de custos e expansão de receitas.

Méliuz registra Ebitda recorde e descarta temor com bitcoin

Resultados financeiros do 3T25

De julho a setembro, o Ebitda ajustado avançou 126% em comparação ao mesmo período de 2024 e 112% frente ao segundo trimestre de 2025. O lucro líquido ajustado somou R$ 15,3 milhões, alta de 12% em doze meses e de 79% na variação trimestral. A receita líquida consolidada alcançou R$ 123,7 milhões, 37% superior ao 3T24 e 26% acima do 2T25.

O segmento Shopping Brasil respondeu por R$ 98,2 milhões do faturamento, crescendo 63% em um ano. Esse desempenho foi impulsionado por um GMV 7% maior que o registrado no 3T24 e por uma take rate 0,6 ponto percentual superior.

Segundo o CEO Gabriel Loures, o avanço reflete novos produtos para parceiros e disciplina operacional. “Estamos trazendo novos usuários em ritmo forte, mesmo investindo menos de R$ 2 milhões por mês em marketing, valor bem menor que o de concorrentes”, afirmou. As despesas fixas caíram de 41% para 28% da receita líquida em um ano.

Estratégia com bitcoin

Adotada em março, a política de formar tesouraria em bitcoin ganhou tração. Ao fim de setembro, o Méliuz detinha 604,7 BTC, nove a mais que no trimestre anterior. A compra de R$ 5,5 milhões ocorreu com recursos de caixa, elevando o preço médio dos ativos para US$ 103.322,86 por unidade.

A companhia calcula que a posição corrente representa 535,2 satoshis por ação. Entre o 2T25 e o 3T25, o Bitcoin Yield — métrica interna que mede a variação percentual de bitcoins por ação — foi de 1,26%, acumulando 920,29% no ano.

Loures disse não temer a volatilidade recente da criptomoeda. “É uma posição de longo prazo e enxergamos o bitcoin como reserva de valor”, destacou.

Plano de recompra de ações

Com enterprise value estimado em R$ 55,7 milhões, equivalente a 0,59 vez o Ebitda, a administração aprovou um programa de recompra utilizando caixa operacional. O CEO avalia que, no preço atual, recomprar papéis gera retorno superior ao de adquirir mais bitcoins. “Há uma assimetria; faz sentido retirar ações de circulação para aumentar o Bitcoin Yield”, explicou.

Perspectivas para Black Friday

A companhia está otimista com o desempenho na Black Friday, considerada etapa importante do turnaround. Loures projeta novo crescimento de GMV e margens, amparado pelos ganhos de eficiência conquistados desde 2023.

Com resultados recordes e uma estratégia dupla — reforçar a base de criptomoedas e remunerar acionistas via recompra —, o Méliuz sinaliza confiança no modelo de negócios e na capacidade de manter o ritmo de crescimento mesmo em cenário de flutuações no mercado de bitcoin.

Para acompanhar outras análises sobre desempenho de empresas listadas, visite a seção de Economia do Diário de Finanças.

Em resumo, o Méliuz bateu recorde de Ebitda, ampliou lucro e manteve sua aposta em bitcoin, enquanto prepara recompra de ações. Continue acompanhando as notícias do Diário de Finanças e fique por dentro dos próximos passos da companhia e de outras empresas listadas.

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