Os três primeiros ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que se pronunciaram sobre a ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) optaram por formatos de exposição bastante diferentes, variando entre slides, improviso e uma longa revisão teórica.
Como cada ministro apresentou seu voto
Alexandre de Moraes, relator do caso, abriu as manifestações na terça-feira (9). Da abertura, às 9h, até o encerramento, às 15h, foram cerca de cinco horas de leitura. Para tornar o conteúdo mais didático, Moraes projetou slides que listavam 13 atos considerados executórios do suposto plano golpista. Ele rejeitou todas as questões preliminares das defesas, validou a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid e propôs a condenação dos oito réus apontados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Flávio Dino, segundo a votar, levou aproximadamente uma hora na mesma sessão. Sem ler integralmente o texto escrito, adotou tom de improviso. Acompanhou a denúncia da PGR e também defendeu a condenação de todos, mas sugeriu penas menores para o deputado Alexandre Ramagem, o general Augusto Heleno e o ex-ministro Paulo Sérgio Nogueira, por avaliar participação reduzida desses acusados.
Luiz Fux apresentou seu voto na quarta-feira (10) e entrou para a história do tribunal com uma exposição de quase 14 horas, incluindo intervalo de almoço e duas pequenas pausas. O ministro passou boa parte do tempo revisitando jurisprudência e fundamentos teóricos antes de tratar do mérito. No desfecho, votou pela condenação apenas de Mauro Cid e do general Walter Braga Netto pelo crime de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, absolvendo os demais seis réus, entre eles Jair Bolsonaro.
Próximos passos
A sessão será retomada nesta quinta-feira (11), às 14h, com a leitura do voto da ministra Cármen Lúcia. Em seguida, o presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin, encerrará a fase de julgamento das preliminares e do mérito.

Imagem: cnnbrasil.com.br
Quem responde à ação
Além de Jair Bolsonaro, são réus: Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Mauro Cid, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.
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Com informações de CNN Brasil



