Petróleo voltou a disparar nos mercados internacionais nesta terça-feira (13), impulsionado pelo aumento das tensões diplomáticas entre Estados Unidos e Irã, que adicionou um prêmio de risco geopolítico às cotações da commodity.
Investidores reagiram à decisão do presidente norte-americano de aplicar tarifa de 25% sobre produtos de países que mantiverem comércio com Teerã, além de conclamar a população iraniana a intensificar protestos contra o aiatolá Ali Khamenei.
Petróleo sobe com tensões no Irã e atinge valor de novembro
No encerramento dos negócios, o Brent para março avançou 2,50%, negociado a US$ 65,47 por barril na Intercontinental Exchange (ICE), alcançando o maior nível desde novembro. Já o WTI para fevereiro valorizou 2,77% e fechou a US$ 61,15 na New York Mercantile Exchange (Nymex).
O Irã é o quarto maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), e analistas temem que uma eventual intervenção militar dos Estados Unidos interrompa parte da oferta global, apertando ainda mais o equilíbrio entre produção e demanda.
Com o cenário de incerteza, gestores reforçaram posições defensivas em energia, enquanto empresas do setor passaram a precificar custos e receitas futuros a valores mais elevados, refletindo a nova percepção de risco no Oriente Médio.
Especialistas lembram que o mercado de petróleo permanece sensível a qualquer sinal de disrupção, sobretudo após cortes de produção acordados pela Opep e aliados, o que reduz a folga de oferta disponível.
Imagem: Divulgação
O movimento desta terça-feira reforça a tendência de alta iniciada no fim de 2025, mas agentes do mercado avaliam que a volatilidade deve permanecer, à medida que evoluem os desdobramentos diplomáticos entre Washington e Teerã.
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Os preços do petróleo voltaram ao patamar de novembro em meio à tensão geopolítica; mantenha-se informado e siga acompanhando nossas atualizações diárias.



