PGR pede condenação de todos os réus do núcleo 4 dos atos de 8 de janeiro, em sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que acabou suspensa.
No início do julgamento virtual, a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que os acusados sejam responsabilizados pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada. As penas sugeridas variam de 12 a 17 anos de prisão, além de multas.
PGR pede condenação de réus do núcleo 4 do 8/1; STF suspende julgamento
O processo refere-se ao quarto bloco de ações penais relativas aos ataques às sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023. Este núcleo reúne 30 acusados apontados como executores diretos da invasão e depredação do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal.
Como ocorreu a suspensão
A análise teve início às 0h01 desta sexta-feira (14/6) no plenário virtual. Horas depois, um pedido de destaque apresentado pelo ministro Cristiano Zanin transferiu o caso para o plenário físico, interrompendo a votação. Com o destaque, o julgamento será reiniciado em data ainda a ser definida pela presidência da Corte.
Acusação detalha participação dos réus
Segundo a denúncia da PGR, os integrantes do núcleo 4 romperam barreiras policiais e danificaram patrimônio público na tentativa de impor, pela força, a destituição dos Poderes constituídos. A Procuradoria sustenta que houve prévia organização, inclusive com logística de transporte e comunicação em grupos digitais para facilitar o avanço contra os prédios públicos.
Relator e posicionamento dos ministros
O ministro Alexandre de Moraes é o relator das ações. Ele já votou em processos anteriores pela condenação dos envolvidos nos atos antidemocráticos, adotando pena média de 14 a 17 anos de reclusão. Nos primeiros minutos da sessão virtual, Moraes disponibilizou seu relatório e voto, acompanhando integralmente a posição da PGR. Os demais ministros ainda não haviam registrado voto quando o julgamento foi suspenso.
Próximos passos
Com o destaque, o caso será incluído na pauta presencial. Nessa modalidade, os ministros apresentam votos oralmente, o que costuma ampliar o debate e permitir sustentações orais da defesa e da acusação. Não há previsão de data, mas a expectativa é que o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, remarque o julgamento para o segundo semestre.
Balanço dos julgamentos do 8/1
Até o momento, o Supremo já condenou 170 pessoas em três núcleos. As penas impostas variam entre 3 e 17 anos de prisão, acompanhadas de multas coletivas superiores a R$ 30 milhões para reparo do patrimônio público.

Imagem: Divulgação
Com a suspensão do quarto bloco, a Corte mantém pendentes outras 1.200 ações penais relacionadas aos atos golpistas. O Ministério Público Federal afirma que continua colhendo provas, inclusive a partir de imagens de câmeras de segurança e de depoimentos de servidores públicos.
No contexto das investigações, a Polícia Federal executou mais de 1.000 mandados de busca e apreensão em 23 unidades da federação, medida considerada essencial para identificar financiadores e articuladores das manifestações.
O Supremo Tribunal Federal reforçou que as ações buscam garantir a responsabilização individualizada, preservando o devido processo legal e os direitos de defesa.
O acompanhamento das próximas sessões é fundamental para entender como o STF consolidará a jurisprudência sobre crimes contra o Estado Democrático de Direito e qual será o efeito prático das condenações.
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Resumindo: a PGR exige punição exemplar de todos os 30 réus do núcleo 4 pelos ataques de 8/1, mas o julgamento foi suspenso após pedido de destaque. Acompanhe nossas atualizações e mantenha-se informado sobre o desfecho do caso.



