Ranking do BC: Bradesco, Inter e C6 lideram queixas -

Ranking do BC: Bradesco, Inter e C6 lideram queixas

Ranking do BC: Bradesco, Inter e C6 lideram queixas é o destaque do levantamento mais recente do Banco Central, que avalia o volume de reclamações procedentes ajustado pelo número de clientes de cada instituição.

Divulgado no início de 2026, o estudo mostra que Bradesco, Banco Inter e C6 Bank concentram as maiores taxas proporcionais de queixas no país, reacendendo o debate sobre qualidade de atendimento, solidez financeira e riscos de liquidez no sistema bancário.

Ranking do BC: Bradesco, Inter e C6 lideram queixas

Diferentemente de rankings que comparam lucro ou patrimônio, o índice do Banco Central considera apenas reclamações consideradas procedentes. O resultado é ponderado pela base de clientes, evitando que bancos com maior número absoluto de usuários sejam penalizados.

Como funciona o indicador do Banco Central

O órgão regulador soma as ocorrências confirmadas contra cada banco, divide esse total pelo número de contas ativas e multiplica por 1 milhão. Quanto maior o índice, pior a performance no atendimento ao consumidor. No ciclo atual, os números foram:

  • Bradesco – maior base tradicional, mas elevado volume de reclamações procedentes.
  • Banco Inter – destaque negativo mesmo operando majoritariamente via canais digitais.
  • C6 Bank – crescimento acelerado acompanhado de falhas operacionais recorrentes.
  • Nubank – índice baixo, apesar de milhões de clientes.

Principais motivos de reclamação

As demandas registradas seguem padrões que apontam problemas além do desconforto do usuário, podendo desencadear crises de confiança:

  • Cobranças indevidas – tarifas não contratadas, lançamentos duplicados e valores incompatíveis com o uso real;
  • Pagamentos não reconhecidos – divergências em faturas de cartão e débitos ignorados pelo sistema;
  • Bloqueio de acesso a recursos – clientes impedidos de movimentar saldo, inclusive em situações emergenciais.

FGC tem apenas 2,3% dos recursos necessários

A divulgação coincidiu com dados que mostram o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) capaz de cobrir apenas 2,3% do total das garantias prometidas. Como o FGC é entidade privada e não governamental, a quebra de um grande banco esgotaria rapidamente seu caixa, evidenciando que a proteção é mitigadora, não absoluta.

Indicadores de solidez ajudam a equilibrar risco

Antes de escolher instituições apenas pela taxa oferecida, especialistas recomendam acompanhar índices de capital e liquidez. O coeficiente de Basileia, por exemplo, mede a relação entre capital próprio e crédito concedido, e deve superar 11%, exigência mínima do Banco Central. Já o índice de imobilização mostra quanto do patrimônio está retido em ativos de baixa liquidez — quanto menor, melhor.

Para ilustrar, o Nubank registra Basileia de 15,8% e imobilização de 2,6%, números que ajudam a explicar a boa avaliação estrutural mesmo em ambiente competitivo.

Títulos públicos ganham força como alternativa de segurança

Diante das fragilidades do setor privado, muitos investidores têm direcionado parte do patrimônio para títulos do Tesouro Direto. Ao emprestar ao Governo Federal, o investidor elimina o risco específico de uma instituição financeira e conta com a capacidade soberana de gestão da dívida pública.

O Banco Central não divulgou previsão para o próximo ciclo de atualização do ranking, mas o monitoramento contínuo de reclamações permanecerá como termômetro relevante para quem busca equilibrar retorno e segurança ao escolher onde deixar seu dinheiro.

Para entender como outros indicadores macroeconômicos afetam o sistema bancário, confira a seção de Economia do Diário de Finanças, com análises diárias sobre crédito, juros e investimentos.

Em resumo, o ranking do Banco Central reforça a necessidade de observar qualidade de atendimento, saúde financeira e mecanismos de garantia antes de abrir conta ou aplicar recursos. Acompanhe nossas atualizações e receba dicas práticas para proteger seu patrimônio.

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