TAP registra lucro de €126 mi no 3º trimestre de 2025, revertendo integralmente as perdas do primeiro semestre e elevando o resultado acumulado até setembro para €55,2 milhões.
Entre julho e setembro, a companhia aérea portuguesa apresentou aumento de receitas operacionais, ganho expressivo na divisão de Manutenção e melhoria na taxa de ocupação dos voos, apesar de um cenário marcado por pressões concorrenciais e restrições operacionais em aeroportos europeus.
TAP registra lucro de €126 mi no 3º trimestre de 2025
Desempenho financeiro
No terceiro trimestre, o lucro líquido somou €126 milhões. No acumulado dos nove primeiros meses de 2025 (9M25), o ganho totalizou €55,2 milhões. A receita operacional chegou a €3,281 bilhões até setembro, alta de €15,4 milhões (+0,5%) ante igual período de 2024.
O EBITDA recorrente atingiu €592 milhões nos 9M25, margem de 18%, recuo de 11% em relação a 2024. Já o EBIT recorrente ficou em €227,2 milhões, com margem de 6,9%, queda de 32,7% frente ao mesmo intervalo do ano passado.
Indicadores operacionais
De janeiro a setembro, a TAP transportou 12,7 milhões de passageiros, avanço de 2,9% sobre 2024. A companhia operou 0,7% mais voos e aumentou a capacidade (ASK) em 3%. Os quilômetros pagos por passageiro (RPK) cresceram 4,6%, elevando o load factor médio para 84,2% nos 9M25, ganho de 1,3 ponto percentual.
Somente no terceiro trimestre, a taxa de ocupação atingiu 87,9%, 1,7 ponto acima do mesmo período do ano anterior. Na divisão de Manutenção, a receita disparou 64% no trimestre, contribuindo para a melhora geral do resultado.
Custos e rentabilidade
Os custos operacionais recorrentes chegaram a €3,054 bilhões até setembro, alta de 4,3%. O CASK recorrente subiu 1,3%, para €7,33 cêntimos. Por outro lado, o PRASK recuou 3%, fixando-se em €7,07 cêntimos, refletindo maior pressão competitiva nos principais mercados.
Liquidez e endividamento
Em 30 de setembro, a TAP possuía liquidez de €1,026 bilhão, crescimento de €373,9 milhões em comparação com 31 de dezembro de 2024. O índice de dívida financeira líquida sobre EBITDA ficou em 2,5 vezes, praticamente estável frente aos 2,4 vezes das contas pró-forma do ano anterior.
Verão movimentado e desafios
O verão europeu de 2025 foi um dos mais intensos para a companhia, com expansão de capacidade de 4%, aumento de passageiros de 4% e 1% mais voos. O período, contudo, foi marcado por greves de handling, atrasos no controle de fronteiras e restrições no espaço aéreo europeu, fatores que exigiram forte coordenação operacional.
Imagem: Divulgação
Privatização parcial
O conselho de acionistas aprovou o início do processo de privatização parcial da TAP durante o trimestre. De acordo com o CEO Luís Rodrigues, o procedimento deve se estender por vários trimestres, enquanto a prioridade permanece em “transformar a TAP em uma empresa sustentavelmente rentável e atrativa”.
Perspectivas
Para o quarto trimestre, as reservas seguem em patamar ligeiramente superior ao de 2024, mesmo com expansão de capacidade e tendência de janelas de compra mais curtas. A empresa pretende concentrar esforços na otimização de receitas por meio de load factor elevado e manutenção da liderança em suas rotas estratégicas.
Apesar de atrasos na entrega de aeronaves, a TAP prevê receber um Airbus NEO até o fim do ano, passo importante na estratégia de modernização da frota e redução de custos operacionais.
Com resultados positivos e liquidez reforçada, a companhia mantém o foco em elevar eficiência, consolidar a rede e garantir sustentabilidade financeira em meio a um cenário competitivo exigente.
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Resumo: a TAP encerrou o terceiro trimestre com lucro expressivo, melhora na ocupação dos voos e robusta posição de caixa, reforçando a estratégia de crescimento sustentável. Continue acompanhando nossas atualizações e fique por dentro dos próximos passos da companhia.



