Tarifa adicional de 100% sobre a China anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desencadeou forte reação nos mercados futuros brasileiros na noite desta sexta-feira (10).
A medida, que também inclui novos controles de exportação para softwares considerados críticos a partir de 1º de novembro, levou investidores a ampliar posições defensivas depois do fechamento do pregão regular.
Tarifa de 100% sobre a China derruba Ibovespa e eleva dólar
Com os mercados à vista já encerrados, o after-market refletiu imediatamente o anúncio. O Ibovespa futuro terminou em queda de 1,06%, aos 140.365 pontos, aprofundando a perda de 0,73% registrada no índice à vista horas antes. No câmbio, o dólar futuro ganhou 2,83%, encerrando a R$ 5,5590, enquanto o dólar à vista já havia fechado o pregão regular em alta de 2,38%, cotado a R$ 5,5031.
Reação de Trump e justificativa
Por volta das 18h20 (horário de Brasília), Trump publicou em sua rede social que a tarifa adicional sobre bens chineses responde aos “controles de exportação em larga escala” anunciados por Pequim, que passaram a abranger praticamente todos os produtos fabricados no país asiático. Na visão do republicano, a postura chinesa seria “extraordinariamente agressiva” para o comércio internacional, exigindo retaliação imediata.
Efeitos imediatos nos ativos brasileiros
A combinação de maior aversão ao risco global e perspectiva de encarecimento de matérias-primas deve pressionar ativos emergentes, avaliam operadores. No Brasil, além da queda nos contratos do Ibovespa, houve aumento na procura por proteção cambial, evidenciado pelo salto do dólar futuro. Analistas destacam que o volume negociado se concentrou nos primeiros minutos após o comunicado, caracterizando reação rápida e ainda sem leitura completa dos impactos econômicos.
Próximos passos no mercado
Investidores monitoram possíveis desdobramentos diplomáticos entre Washington e Pequim antes da entrada em vigor das novas alíquotas. Também permanecem no radar eventuais contramedidas chinesas que possam agravar o cenário de guerra comercial e influenciar commodities relevantes para a balança brasileira, como soja e minério de ferro.
Imagem: Rodnae Productis
Para a próxima semana, casas de análise projetam sessões voláteis, sobretudo nos segmentos ligados a exportação. Já o Banco Central brasileiro pode encontrar ambiente ainda mais desafiador para conduzir política monetária, dado o fortalecimento recente do dólar e seu impacto potencial sobre a inflação.
Acompanhar a evolução das negociações internacionais será decisivo para entender se o recuo desta sexta-feira marca apenas um ajuste de curto prazo ou sinaliza tendência de correção mais prolongada no mercado acionário local.
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Em resumo, o anúncio de tarifa de 100% sobre a China feito por Donald Trump puxou o Ibovespa futuro para baixo e impulsionou o dólar futuro. Continue acompanhando nossas atualizações e não perca as próximas análises.



