Cartão de crédito rotativo sobe para 451,5% ao ano

Cartão de crédito rotativo sobe para 451,5% ao ano, confirmou o Banco Central ao divulgar, nesta quarta-feira (28), as Estatísticas Monetárias e de Crédito referentes a agosto.

Os números mostram que as taxas médias de juros cobradas pelos bancos avançaram tanto para famílias quanto para empresas. Entre todas as modalidades disponíveis ao consumidor, o crédito rotativo do cartão foi o que mais encareceu: alta de 5,3 pontos percentuais em comparação com julho, atingindo um patamar que continua entre os mais elevados do mercado financeiro nacional.

Cartão de crédito rotativo sobe para 451,5% ao ano

A modalidade é acionada quando o titular do cartão deixa de quitar o valor integral da fatura. O saldo pendente é automaticamente transformado em um empréstimo de curto prazo, válido por até 30 dias, período em que incidem esses juros expressivos.

Em vigor desde janeiro de 2023, a regra que limita a cobrança de juros no rotativo não foi suficiente para promover uma redução significativa das taxas. O dispositivo legal buscava conter o endividamento excessivo das famílias, mas não interfere na negociação dos juros definida no momento em que o crédito é contratado junto à instituição financeira.

No acumulado de 12 meses encerrados em agosto, o custo total dessa linha de financiamento subiu 24,6 pontos percentuais. O resultado reforça a pressão sobre consumidores que recorrem ao rotativo para evitar o atraso na fatura, mas acabam enfrentando encargos cada vez maiores.

Especialistas alertam que, mesmo com a possibilidade de parcelamento posterior, o rotativo continua sendo a opção mais cara do mercado. A recomendação é priorizar alternativas com juros mais baixos, como crédito consignado ou empréstimos pessoais de prazo estendido, sempre que houver necessidade de alongar o pagamento.

Para quem já está no rotativo, a orientação é negociar o saldo o quanto antes, buscando migrar a dívida para modalidades mais baratas ou optar pelo parcelamento da própria administradora do cartão, que costuma ter encargos inferiores aos do crédito rotativo.

O Banco Central destaca que acompanha de perto a evolução dessas taxas e que as instituições financeiras devem manter políticas de crédito responsáveis. Ainda assim, a decisão final sobre juros e custos adicionais permanece no âmbito de cada banco, fazendo com que o consumidor seja o principal responsável por avaliar as condições antes de contratar.

Até que medidas mais efetivas se reflitam em queda significativa dos juros, os números divulgados pelo BC indicam que o cartão de crédito rotativo seguirá como desafio para o orçamento familiar.

Caso pretenda entender melhor como funcionam outras linhas de financiamento e evitar dívidas caras, confira nosso guia completo em Cartão de Crédito, que traz dicas práticas para organizar suas finanças.

Em resumo, os dados de agosto reforçam o alerta: a taxa de 451,5% ao ano mantém o rotativo como a opção mais onerosa do mercado. Acompanhe nossas publicações e fique informado sobre mudanças que possam aliviar o bolso do consumidor.

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