Jeffrey Epstein: Bank of America (BofA) e Bank of New York Mellon (BNY) tornaram-se alvos de uma nova ação judicial movida por uma vítima anônima do financista, que alega que ambas as instituições facilitaram operações financeiras ligadas ao abusador sexual falecido.
A queixa foi protocolada nesta quarta-feira (15) em um tribunal dos Estados Unidos e se soma a outros processos coletivos já apresentados contra bancos que mantinham relacionamento com Epstein. Segundo a denúncia, as instituições teriam ignorado sinais de atividades suspeitas e, dessa forma, contribuído para a manutenção da rede de exploração comandada pelo milionário.
Jeffrey Epstein: Bank of America e BNY são processados
De acordo com os autos, a autora da ação busca reparação por danos e sustenta que os controles de compliance falharam ao permitir movimentações financeiras que beneficiavam o esquema de Epstein. O documento acrescenta que as transações teriam ocorrido mesmo após alertas internos e externos sobre o histórico criminal do cliente.
Procurados pela reportagem, Bank of America e BNY declararam que não comentam litígios em andamento, mas reforçaram o compromisso com a prevenção à lavagem de dinheiro e o combate a atividades ilícitas. Até o momento, não há previsão para a primeira audiência do caso.
O processo amplia a pressão jurídica sobre as instituições financeiras que, no passado, prestaram serviços ao financista. Nos últimos anos, bancos como JPMorgan Chase também foram acionados por suposto envolvimento indireto nas operações de Epstein.
Analistas de mercado observam que a nova ação pode resultar em acordos milionários ou em maior rigor regulatório sobre procedimentos de due diligence. Para investidores, as eventuais sanções podem impactar provisões e reputação, embora ainda seja cedo para estimar efeitos financeiros concretos.

Imagem: New York State Sex Offender Registry via Associated Press
As acusações contra Jeffrey Epstein, morto em 2019, continuam a repercutir no setor bancário, reforçando a atenção de reguladores quanto à responsabilidade das instituições em monitorar clientes de alto risco.
Para acompanhar outras movimentações relevantes no mundo financeiro, confira nossa cobertura completa em economia.
Em resumo, a ação judicial reacende o debate sobre o papel dos bancos na identificação de atividades suspeitas. Continue acompanhando o Diário de Finanças para atualizações e análises sobre este e outros casos que afetam o setor.



