Ibovespa sobe 0,8% com bancos e Vale, apesar de Petrobras

Ibovespa sobe 0,8% com bancos e Vale, apesar de Petrobras e encerra a sessão desta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, aos 182.793 pontos. O principal índice da B3 destoou de outros ativos domésticos, sustentado pelo fluxo estrangeiro em ações de blue chips do setor bancário e da mineradora Vale.

A valorização ocorreu mesmo com a pressão dos juros futuros mais longos e a queda de mais de 1% nos papéis da Petrobras, que acompanharam o recuo de mais de 4% do preço do petróleo no mercado internacional.

Ibovespa sobe 0,8% com bancos e Vale, apesar de Petrobras

O desempenho positivo do Ibovespa contrastou com a piora no câmbio e na curva de juros. Especulações sobre a possível indicação de Guilherme Mello, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, para uma das diretorias vagas do Banco Central elevaram os prêmios de risco e impulsionaram os vértices longos da curva a termo.

Setor bancário e Vale lideram ganhos

Entre os bancos, as units do BTG Pactual avançaram 1,95%, refletindo a continuidade do ingresso de capital internacional na bolsa brasileira. Esse movimento externo somou mais de R$ 25 bilhões em janeiro, volume próximo a todo o fluxo registrado em 2025, segundo fontes de mercado.

As ações da Vale subiram 0,59%, após alternarem altas e baixas durante a sessão. Analistas da Genial Investimentos — Igor Guedes, Ygor Bastos e Luca Vello — afirmaram em relatório que o pedido do Ministério Público Federal para bloquear R$ 1 bilhão das contas da companhia, por causa de extravazamentos recentes, gerou ruído pontual mas não altera a tese de investimento. A corretora manteve recomendação de “manutenção” e preço-alvo de R$ 90.

Petrobras pressiona índice

Os papéis ON da Petrobras recuaram 1,98% e os PN caíram 1,38%. O recuo acompanhou a desvalorização do petróleo, que cedeu mais de 4% no exterior, intensificando a volatilidade intradiária do índice.

Ações cíclicas domésticas em destaque

Apesar da alta dos juros futuros, empresas voltadas ao consumo interno registraram ganhos expressivos. Entre os destaques: Direcional (+6,59%), Cury (+5,44%), C&A Modas (+4,36%), Cyrela (+3,91%) e Rede D’Or (+3,51%). Gestores atribuem parte desse movimento à necessidade de investidores locais recomporem posições após iniciarem o ano com baixa exposição.

Análise de fluxo e risco de bolha

Estratégias do Bank of America apontam que o rali latino-americano é sustentado pelo enfraquecimento recente do dólar, preços mais altos dos metais, posição leve em commodities e juros mais baixos na região. O indicador de risco de bolha (BRI) do banco registrou 0,7 para ações brasileiras na semana de 23 de janeiro; o patamar de alerta é 0,8.

Volume e mercados externos

O volume financeiro do Ibovespa atingiu R$ 20,4 bilhões, enquanto o giro total da B3 somou R$ 28,6 bilhões. Nos Estados Unidos, a volatilidade também prevaleceu, mas os índices fecharam no azul: Dow Jones (+1,05%), Nasdaq (+0,56%) e S&P 500 (+0,54%).

Mesmo com a pressão de juros e dúvidas sobre a política monetária local, o fluxo internacional sustentou o índice brasileiro, indicando espaço para novas entradas de recurso se o cenário externo permanecer favorável.

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Em síntese, o Ibovespa encerrou o dia em território positivo graças ao apoio de bancos e Vale, superando a queda da Petrobras e a pressão dos juros. Continue acompanhando nossos boletins e cadastre-se para receber alertas em tempo real sobre os principais movimentos do mercado.

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