Inteligência artificial gera dúvidas, diz Xavier, da SPX. Em meio às discussões sobre uma possível bolha nas ações de tecnologia, o presidente do conselho e chefe da mesa de juros da SPX Capital, Rogério Xavier, avaliou que o cenário é “frágil”.
O comentário foi feito nesta terça-feira (4) durante o evento que marcou os 15 anos da gestora. Ao analisar o comportamento recente dos mercados, o executivo afirmou que “o mundo está pendurado em IA, e há muita dúvida sobre a sustentabilidade disso”. Segundo ele, embora a inteligência artificial (IA) esteja no centro das atenções dos investidores, ainda não há clareza se os níveis atuais de valorização das empresas do setor poderão se manter no longo prazo.
Inteligência Artificial gera dúvidas, diz Xavier, da SPX
Xavier contextualizou suas observações lembrando que, sempre que surgem tecnologias com potencial transformador, há uma elevação rápida das expectativas e, consequentemente, dos preços dos ativos. No entanto, pontuou que, sem a confirmação de receitas e lucros compatíveis, o risco de correção aumenta.
Durante o painel, o gestor reforçou que a concentração de fluxo em empresas ligadas à IA cria um ponto de atenção adicional. “Há puxadinhos de otimismo que podem não se sustentar se os resultados não vierem”, completou, justificando a avaliação de que o momento exige cautela.
Para a plateia formada por investidores e clientes da casa, Xavier ressaltou que o posicionamento da SPX continua amparado em análises de fundamentos. Mesmo assim, admitiu que a volatilidade tende a permanecer elevada enquanto persistir a incerteza sobre a real capacidade das companhias de monetizar as soluções baseadas em inteligência artificial.
O evento de aniversário da gestora reuniu nomes do mercado financeiro brasileiro em São Paulo. Além de discutir o impacto da IA, os painéis abordaram desafios macroeconômicos globais, política monetária e perspectivas para 2025.
Imagem: Sebastian Kanczok
Encerrando sua participação, Xavier disse acreditar que “a chave será diferenciar hype de resultado”. Ele recomendou disciplina na seleção de ativos e atenção redobrada aos indicadores de rentabilidade das empresas tecnológicas.
Para quem acompanha o tema, a fala do executivo reforça a necessidade de analisar dados concretos antes de embarcar no otimismo que cerca a inteligência artificial.
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Em resumo, apesar do entusiasmo global com a IA, Rogério Xavier alertou que a sustentabilidade desse movimento ainda está em aberto. Continue acompanhando nossas publicações para receber atualizações sobre tecnologia, mercado e investimentos.



