Suspeito da morte de ex-delegado-geral de SP teve a prisão decretada nesta quinta-feira (18), quatro dias após o assassinato de Ruy Ferraz Fontes, ocorrido em Praia Grande, na Baixada Santista.
De acordo com o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o investigado teria solicitado a uma mulher que buscasse o fuzil empregado na execução do ex-chefe da Polícia Civil paulista.
Suspeito da morte de ex-delegado-geral de SP é preso
Testemunhas confirmaram à polícia que o mesmo homem foi visto dentro do carro usado no crime. O veículo, após o atentado, foi abandonado e incendiado, estratégia comum para eliminar vestígios.
Mulher que transportou o fuzil é detida
A cúmplice foi capturada na madrugada desta quinta (18). Segundo a apuração, ela utilizou um carro de aplicativo para sair de Diadema, na Grande São Paulo, até Praia Grande, onde recolheu o armamento.
“Ela relatou que recebeu a missão de buscar o pacote, que na verdade era o fuzil. Deu detalhes do local onde retirou o objeto e esses pontos estão sendo checados pela equipe”, afirmou o delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian. Após o retorno, a mulher entregou a arma a um homem cuja identidade ainda está sendo levantada.
Vítima tinha histórico de combate ao crime organizado
Ruy Ferraz Fontes, de 63 anos, ocupava o cargo de secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande e estava aposentado da Polícia Civil. Ele ganhou notoriedade ao liderar operações que resultaram na prisão de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo.
Fontes foi executado na segunda-feira (15) quando chegava a uma academia. Dois homens armados desembarcaram de um carro, efetuaram vários disparos e fugiram. O socorro chegou rápido, mas o ex-delegado não resistiu.
Próximos passos da investigação
Com a prisão do novo suspeito, os investigadores buscam esclarecer quem ordenou o ataque e se há conexão direta com facções criminosas. A Polícia Civil analisa imagens de câmeras de segurança, laudos balísticos e depoimentos para estabelecer a dinâmica do homicídio.

Imagem: Divulgação
Também estão em andamento perícias nos restos do veículo queimado, na tentativa de localizar número de chassi ou outros indícios que possam vincular o carro aos envolvidos.
A defesa do investigado ainda não se pronunciou oficialmente sobre a decisão judicial.
O caso segue sob sigilo para não comprometer diligências em curso.
Para acompanhar outras atualizações sobre segurança pública e seus impactos na economia local, visite a seção de Economia do Diário de Finanças.
Resumo: a Justiça decretou a prisão de um homem apontado como mandante logístico do assassinato de Ruy Ferraz Fontes. Continue acompanhando o Diário de Finanças para receber alertas em tempo real e entender como fatos de segurança influenciam o cenário socioeconômico.



